Algumas situações futuristas vivem em nosso imaginário. Elas costumam ser reproduzidas por blockbusters hollywoodianos de cineastas como Steven Spielberg, Michael Bay e afins, e geralmente correspondem aos elementos da fértil imaginação que o ser humano tem.

O fato é que, ficção científica ou não, existem coisas que são representadas para algum propósito. Ninguém quer mostrar “mentirinhas” sem alguma mensagem que contraste com a realidade. Quentin Tarantino é um cineasta que sabe trabalhar muito bem com essa combinação.

E algumas dessas obras cinematográficas mostram um futuro que não necessariamente é distópico, mas muito ambicioso. Quem aí não se lembra de “O Quinto Elemento”? E “Minority Report”? Ou o clássico “Blade Runner”? Não há artista que não tenha abordado os tão cobiçados carros voadores como forma de refletir um possível futuro – mas espera aí... Será que isso daria certo mesmo?

É claro que toda a arquitetura das cidades precisaria ser repensada. Seria necessário readequar todos os hábitos “terrestres” que nós temos e inserir plataformas as quais ninguém jamais imaginou. Mas esse negócio de prever o futuro era com a Mãe Dinah, e ela já se foi. Por enquanto, só podemos imaginar o caos que seria o mundo com carros voadores.

Como alinhar tudo?

Se já existe barbeiragem nas vias terrestres, imagine nos céus. Mão dupla? “Trechos” de uma mão só? E para alinhar tudo? E os apressados, vão usar que atalhos? É realmente desafiador imaginar um cenário tão civilizado quando a natureza do trânsito é descivilizada – especialmente no Brasil.

Eu digo, imagina só. Você corta para a direita e, em vez de fechar alguém, topou com três outros carros completamente fora do eixo. Tudo teria de ser repensado: os eixos direcionais, a sinalização e até mesmo o tráfego aéreo (aviões). Como seria o drive-thru então? Se nem o filme “O Quinto Elemento” conseguiu reproduzir isso, quanto mais a vida real...

Sinalização confusa: para cima? Para baixo? Para os lados? Quê?

Um dos maiores “fascínios” do trânsito é a sinalização confusa – se bem que isso não é fascínio algum, ok. Atualmente, encontramos placas depredadas, semáforos dessincronizados e toda a sorte de indicações que absolutamente NÃO são confiáveis. Prefiro confiar na sabedoria do Waze.

Mas nem só de GPS ou aplicativos vive o trânsito (apesar de estarmos quase chegando a isso). As placas e sinalizações existem por algum propósito e, com carros voadores, a regra não poderia ser diferente – mas definitivamente precisaria ser repensada. Rubinho Barrichello que o diga.

Pura barbeiragem

Punidos serão aqueles que vagam pelos céus para salvar pessoas. Super-Homem, Homem-Aranha e outros figurões teriam de repensar suas metodologias por uma falha humana das mais antigas: a barbeiragem. Não que os super-heróis desse calibre sejam facilmente abatidos por meros carros voadores, mas isso iria obstruir o cotidiano deles de forma impactante.

Afinal, conforme ressaltamos no tópico anterior, como seria a sinalização? Como alinhar os eixos para não haver choques entre os veículos aéreos e os terrestres? Aliás, os carros terrestres deixariam de existir ou o quê? Não sei se carros voadores representam algo tão promissor assim, não – do ponto de vista da barbeiragem, a coisa seria feia. Porque atualmente já é assim...

E para chamar o táxi? Como faz?

E está aí uma das piores situações do conflito “terrestre vs. aéreo”: chamar o táxi. Claro, como já dito anteriormente, num mundo em que os carros voadores circulam entre nós, haveria a necessidade de reestruturar todo o ambiente ao nosso redor.

Prédios, casas, pontes, viadutos, tudo precisaria ser repensado. E não seria nada mal ter plataformas estrategicamente alocadas nas laterais de qualquer lugar alto. Volto a perguntar: e os veículos terrestres? Eles iriam coexistir com os aéreos? Não sei se isso daria certo, não. E, caso não dê mesmo, eu nem imagino como alguém chamaria um táxi. E nem gostaria de imaginar.

Alguém aí se lembrou daquela cena do filme “Homens de Preto” em que o agente interpretado pelo ator Will Smith conduz um parto de alienígenas numa urgência acidental? Que não exista essa urgência num eventual futuro com carros voadores, pois quaisquer esforços para chamar o táxi seriam em vão.

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Atenção: este artigo faz parte do quadro "Erro 404", publicado semanalmente no Baixaki e TecMundo com o objetivo de trazer um texto divertido aos leitores do site. Algumas das informações publicadas aqui são fictícias, ou seja, não correspondem à realidade.

Ilustrações por Aline Sentone

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