E cá estamos nós rumo a mais um evento anual importante: o Dia das Mães, que será neste domingo, o segundo do mês de maio. Em pleno século 21, as escolhas mais comuns para um presente adequado acabam se peneirando em uma decisão natural: tecnologia – e não importa a idade de sua querida progenitora.

As traquitanas tecnológicas apresentam um poder de alcance praticamente “universal” hoje em dia. Para nós, “moleques”, é como ligar uma TV e navegar pelos canais: algo natural. Mas para as mamães... Bem, nada disso é tão natural assim. Elas dependem de nós, e o negócio se transforma numa verdadeira cilada! Porque nós viramos suporte técnico. Que tal?

Vai dizer: toda vez que sua mãe pergunta algo que para você é óbvio, o sangue não dá aquela subidinha? A paciência é uma dádiva, e a maioria de nós, tecnófilos, infelizmente não enxerga espaço para pacientemente explicar o funcionamento desses dispositivos a nossas mamães. E repetir a explicação. E repetir novamente. E de novo. E mais uma vez. E o ciclo não acaba...

Diversas situações são imagináveis: usar o tablet só para joguinhos (inclusive de búzios), a mãe que “descobre” o Facebook e sai curtindo tudo do filho, aquela que rotaciona o dispositivo móvel em todos os possíveis ângulos para tentar fazer uma leitura (e nunca acha o ponto certo) e até mesmo a mamãe que procura o botão “Sleep” a fim de botar o bebê para dormir!

Portanto, se você está pensando naquele presentinho especial para esse Dia das Mães, prepare-se para virar suporte técnico! A menos, é claro, que de repente a mamãe manje mais do que você – e isso acontece, viu? Independentemente da situação, amamos nossas mães e ajudá-las com isso é o mínimo. Ai, ai...

É para você esse tablet, mãe! Mas pera... Ele não serve só para jogar búzios...

Essa é clássica. Um tablet, seja ele do sistema iOS, Android ou Windows, contém zilhões de recursos e funcionalidades que entregam uma verdadeira experiência “minimultimídia”. É possível acessar arquivos, assistir a filmes, séries, visualizar imagens, navegar na internet para responder a e-mails, enfim, o dispositivo é quase que um substituto de um desktop.

Mas faltou citar uma das alternativas dos tablets: jogos. Ou melhor, “joguinhos”, termo que nossas mamães preferem utilizar. O problema é quando esses aparelhos, multifuncionais que são, ganham esse único e exclusivo propósito. Aí a dona da casa não consegue nem abrir o Gmail ou até esquece como é que se desliga o tablet – sobrou para você, filhão. Ensinar é aprender e vice-versa.

A mãe que “descobre” o Facebook e sai curtindo tudo do filho

Está aí uma situação que, a nossos olhos juvenis, pode se tornar constrangedora: a mamãe “descobrir” como mexer no Facebook e sair curtindo e comentando tudo do filho. Fotos, publicações, atividades, tudo. É claro que nada disso chega a ser constrangedor, mas dá aquela impressão de “almofadinha”, aquela vergonhinha alheia.

Lembra-se de quando você era pequeno e, em todas as visitas familiares (ou qualquer outra ocasião), sua mãe lhe apresentava a todo mundo como herói, como o “crescidinho”, como o “Queridinho da América”? E apertava sua bochecha na frente de todos? É quase isso – e com direito ao “joinha” das curtidas.

Quando o botão “Sleep” é a única saída – até mesmo no bebê?

O botão “Sleep” costuma ser uma válvula de escape para as ocasiões em que estamos “encrencados” com algum aplicativo travando ou quando o dispositivo simplesmente para de responder.

A parte interessante dessa história é que o botão, em função de sua “importância”, acaba ganhando uma extensão de sentido. Por mais que sua mãe te irrite ao esquecer a sequência de destravamento ou a senha, uma coisa é inevitável: ela “vicia” quando aprende. É verdade ou não é? Eu digo: ela sabe que aquele comando executa aquela função e “decora” isso. Aí, meu amigo, a mamãe passa a confiar absolutamente naquele botão – e até mesmo imaginá-lo em situações impossíveis, como acalmar o bebê. Tenso.

Não acho o ângulo de leitura. Deixa eu girar loucamente o dispositivo aqui

Já que os dispositivos móveis estão na crista da onda, é bem possível que tablets ou smartphones, já mencionados neste artigo, sejam o principal candidato para o presente. Notebooks e câmeras também estão na lista (e farão você virar suporte técnico após a aquisição), mas um dos charmes de um aparelho portátil jaz exatamente na possibilidade de permitir a leitura de toda a biblioteca de sua mamãe.

E mora aí um desafio: ela encontrar o ângulo certo para a leitura. “Filho, não fica na horizontal, ó”. E aí basta você botar as mãos no aparelho para que tudo magicamente (e naturalmente) volte ao normal. “Mãe, não fica girando, só vai piorar”. Quando você percebe, ela está quase de ponta-cabeça lendo.

Essas são apenas algumas das situações imagináveis num cenário, digamos, típico para o Dia das Mães “tecnológico”. Nem queira saber como elas lidam com um roteador. Afinal de contas, conforme mencionado, o mínimo que está ao nosso alcance é agraciar nossas progenitoras, mesmo que isso exija a “subidinha de sangue” quando vem aquela perguntinha cuja resposta é óbvia a nossos olhos – mas não aos delas.

E você, já virou “suporte técnico” de sua querida mamãe em alguma ocasião?

Ilustrações por Andre Tachibana

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