(Fonte da imagem: iStock)

Você vai passar pelo menos 75% da sua vida trabalhando — isso incluindo as suas horas de sono, que vão ficar cada vez mais escassas, e a culpa nem é do video game. Ao final de algumas décadas de trabalho duro e muita dedicação aos empregadores, você poderá desfrutar da sua aposentadoria. Para quem não sabe, trata-se de um período em que você receberá “salários” mesmo sem ter que trabalhar.

Mas por que isso deveria ser restrito aos seres humanos? E os robôs não mereceriam uma folga depois de muito trabalho? Pois nós achamos que sim! E é por isso que nós imaginamos como seria a aposentadoria de alguns dos robôs mais famosos do mundo. Vai dizer que você não fica curioso para saber o que acontece com Bender depois do final de Futurama? (Uma dica: ele não vive muito tempo)

C3-PO e R2D2: os ranzinzas do asilo

Eles estiveram presentes nas guerras clônicas, viram o Império dominar a galáxia e ainda ajudaram a Aliança Rebelde a fazer com que a República voltasse ao controle. Nesse tempo, foram sequestrados, roubados, tiveram membros arrancados e conheceram perigos que poucos no mundo poderiam imaginar. Estamos falando dos robôs C3-PO e R2D2, que ficaram famosos na saga de Star Wars.

(Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo)

Assim que se aposentaram, eles foram descansar em uma casa de repouso muito conhecida em Tatooine: o Retiro dos Artistas-Robôs. Nos primeiros anos da aposentadoria, os dois cativaram muitos dos visitantes com diversas histórias sobre a conquista das galáxias e sobre a participação deles durante as diversas fases dos combates entre Império e Rebeldes.

Mas, depois de algum tempo, os circuitos de C3-PO começaram a não funcionar direito e algumas das coisas que ele diz deixaram de fazer sentido. Hoje, ele é conhecido com o droide de protocolo mais chato de todo o universo e nem mesmo o seu fiel escudeiro R2D2 tem muita paciência com ele. Por falar no pequeno astrodroide, ele participa todo mês de maio da “Corrida Anual de X-Wings”, que celebra o aniversário da República.

Rosie: a maníaca por limpeza

Você se lembra do desenho animado Os Jetsons? Na série, uma família do futuro vivia normalmente em uma casa do futuro com seus objetos do futuro e sua empregada-doméstica-robótica do futuro. Essa era Rosie, que passava praticamente o dia todo empenhada em fazer com que a residência da família Jetson estivesse sempre o mais limpa que fosse possível.

(Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo)

Mas depois que o “Big Boy” Elroy casou-se com a Pedrita Flintstone II — filha de Pedrita e Bambam, que ele conheceu em uma viagem no tempo —, os serviços da simpática robô foram dispensados e ela enfim pode se aposentar. O problema é que o constante contato com o cloro ativo do produto que ela usava para limpar o banheiro dos Jetsons fez com que alguns de seus circuitos fossem corroídos.

Isso resultou em uma mania de limpeza completamente irreversível. Ela é mais neurótica do que a sua mãe ao final da faxina de sábado! Ela é mais neurótica do que a sua mãe ao final de uma faxina de sábado nas suas férias! Ela é mais neurótica do que a sua mãe ao final de uma faxina de sábado nas suas férias e na semana de Natal. Pois é... Você não vai querer deixar lixo perto dela.

Marvin e a superação da depressão

Você deve se lembrar do Marvin! Se o nome não lhe for familiar, tente se lembrar de um robô deprimido que acompanhava Arthur Dent e Ford Prefect nas aventuras do “Guia do Mochileiro das Galáxias”. Com fortes tendências depressivas, o robô parecia uma máquina de tristeza ambulante, mas venceu a depressão. Pois é! Ele contrariou as expectativas e se tornou um ser mais feliz.

(Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo)

Isso aconteceu no dia em que ele se aposentou. Uma epifania de felicidade tomou conta da placa-mãe de Marvin e ele passou a ser feliz. Não demorou muito e ele fundou um centro de apoio para robôs deprimidos, no qual tenta ajudar outros robôs a se livrarem de todos os traços de depressão que possam ser vistos em seus processadores.

Entre os principais clientes de Marvin estão o robô Alfa, que entrou em depressão após os Power Rangers se formarem no colégio e deixarem de defender a Alameda dos Anjos. Outro fiel cliente dele é o Wall-E, que não suportou perder a Eva para um Macbook Air e até hoje chora pelos cantos.

Mega Man: um soldado em busca do desarmamento

No passado, ele foi “puro aço” e também foi “ferro e fogo”. Não estamos falando do lutador Wanderlei Silva, mas sim do famosíssimo Mega Man. O herói dos video games e dos desenhos animados venceu as forças de Dr. Willy por inúmeras vezes e conseguiu frustrar qualquer plano de domínio do mundo que o vilão pudesse ter. E isso aconteceu tanto que ele desistiu de tentar qualquer coisa contra a Terra.

(Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo)

Mas o que pode acontecer com Mega Man, agora que não existem mais ameaças no nosso mundo? Você pode achar que ele iria escrever uma autobiografia não autorizada ou que ele abriria uma fábrica de cupcakes, mas a grande verdade é que ele agora luta pelo desarmamento. Isso mesmo, Mega Man se tornou um ativista budista tibetado que prega a paz mundial.

Quando entrevistado pela revista MachinariuNews, Mega Man disse que faz isso porque sabe que grandes poderes geram grandes responsabilidades as armas podem causar muitos problemas quando estão em mãos erradas. “O Dr. Willy criou robôs armados e fez porcaria! Vamos desarmar todo mundo! E eu vou abrir os canhões de prótons em quem discordar!”.

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Atenção: este artigo faz parte do quadro "Erro 404", publicado semanalmente no Baixaki e Tecmundo com o objetivo de trazer um texto divertido aos leitores do site. Algumas das informações publicadas aqui são fictícias, ou seja, não correspondem à realidade.

Ilustrações por: André Tachibana

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