Esse é o redator do 404, hoje (Fonte da imagem: iStock)

O mundo dos games mudou muito nos últimos anos. Os jornalistas especializados no assunto, no final da década 1990, dificilmente imaginavam que hoje teríamos consoles que dispensam a utilização de controles remotos. E eles também não deviam imaginar que a indústria teria alcançado os patamares que atingiu, com recursos financeiros astronômicos e participação cada dia mais relevante na sociedade.

Mas, se eles não podiam prever como seria o mundo de hoje, será que nós podemos imaginar como será o mundo dos jogos digitais daqui vinte ou trinta anos? Provavelmente não, mas nós somos a Frente Revolucionária Redatora Especializada no Erro 404 e por isso vamos fazer, mesmo assim. E na verdade nós vamos um pouco além! Imaginamos como serão os sites e jornais especializados.

Já pensou em como seria ler matérias sobre o PlayStation 12 no seu iPad 23? Talvez esse seja o seu passatempo em algumas décadas — logo após comprar a habilidade “gol por cobertura”, que estará disponível em microtransações (In-app Purchase), e marcar o quinto gol do seu time contra um adversário húngaro, pois para jogar com seus amigos também será necessário pagar taxas extras.

A realidade aumentada prejudica os jogadores?

Se você joga video games há mais de dois anos, já deve ter visto pelo menos quarenta links que tentam provar ou negar a influência dos games na relação dos jovens com o mundo. Enquanto alguns dizem que os jogos eletrônicos tornam até mesmo a mais simpática garotinha um monstro violento pronto para destruir civilizações inteiras, há quem diga que isso não possui fundamentos.

(Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo)

Mas, em alguns anos, o grande foco dessas pesquisas será a realidade aumentada. Isso mesmo, com a “realidade virtual” cada vez mais presente, algumas pessoas podem começar a confundir o que é realidade e o que está acontecendo apenas no mundo eletrônico. Não deve demorar muito até que psicólogos se unam para investigar a influência disso no comportamento dos jovens.

E também precisamos falar sobre as pessoas que vão usar essa confusão para justificar alguns de seus erros. “Até onde a realidade aumentada dos jogos está afetando as vidas dos jovens?”, vai ser a matéria de capa da revista Olhe!. E, no nosso site Mega Curioso, veremos pesquisas similares a “Cientistas de Harvard concluem que realidade aumentada pode deixar as pessoas mais propensas à aquisição de carros elétricos!”.

Gamer: uma profissão rentável

Hoje, são poucas as pessoas que conseguem levar a vida com salários e cotas de patrocínio que recebem para jogar video game. Mas no futuro há chances de que isso seja bem diferente. E quem vai se dar bem são os jogadores mais talentosos, que terão salários muito bons. Isso será ainda mais evidente quando notarmos que os games atingiram 99% da população mundial. (Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo)

Com isso, o mundo virtual praticamente tornou-se uma “First Life”, deixando o que existe de palpável aos poucos que se arriscam a botar os pés fora de casa. E é assim que vão ser iniciadas as mais estranhas e inusitadas manifestações de todos os tempos. Jovens, adultos e idosos de todas as idades vão se reunir em praças públicas para entoar cânticos em uníssono. Qual a causa? Vamos ver algumas das possibilidades de manchete:

  • Atletas do Flamengo protestam por equiparação salarial com jogadores de PES e FIFA;
  • Depois que a ONU instituiu o CoD como instrumento oficial de guerra, pacifistas pedem fim da paz para que possam pacificar em paz;
  • Empresas petrolíferas se reúnem para pedir fim de Gran Turismo e volta das corridas reais;
  • Federação de Artes Marciais quer proibição de jogos de luta;
  • Sem vandalismo: jovens saudosistas fazem greve de fome para a volta dos controles com fio.

Cada vez mais recursos

Um jogo é lançado no mercado e ganha muito destaque. Dois meses depois, uma nova versão com suporte para o PS Move ou Kinect é lançada. Mais dois meses se passam e uma terceira possibilidade é lançada no mercado: agora com disco especial, capa de ferro, camiseta e com um aditivo USB que permite a conexão com servidores secretos e partidas contra ninjas treinados em vulcões.

(Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo)

Tá certo que exageramos um pouco, mas talvez no futuro seja possível vermos muitos novos recursos nos games. E se isso já vale para as versões originais, imagine então nos DLCs que podem ser comprados depois. Controle mental para os games mais incríveis e reconhecimento de gestos que podem compreender até mesmo as mínimas movimentações. Você nunca viu nada igual — e não viu mesmo, porque ainda não existe!

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Atenção: este artigo faz parte do quadro "Erro 404", publicado semanalmente no Baixaki e Tecmundo com o objetivo de trazer um texto divertido aos leitores do site. Algumas das informações publicadas aqui são fictícias, ou seja, não correspondem à realidade.

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