Las Vegas. Basta ouvir esse nome para associá-lo imediatamente com três coisas: jogos, bebidas e mulheres. Entretanto, a “Cidade do Pecado” não se resume a apenas isso, em especial no início de cada ano, quando recebe as edições da CES International, a maior feira de eletrônicos do mundo. 

O número de empresas participantes é cada vez maior. Por conta disso, além das grandes companhias, encontramos também uma enxurrada de empresas asiáticas trazendo os mais variados tipos de produtos. Suportes para TVs, capinhas para celular, películas, robôs e tudo o mais que você possa imaginar.

(Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo)

Choque cultural

Visitar a CES significa andar muito, mas muito mesmo. Passear pelos stands das empresas requer um bom preparo físico, já que tudo é longe e cheio de gente. E foi em um desses passeios, mais especificamente no Pavilhão Sul, que tivemos uma das experiências mais bizarras de nossas vidas.

Talvez você não saiba, mas Las Vegas está localizada em um deserto. O clima seco faz com que o corpo humano retenha muita energia, em especial nas extremidades dos dedos. Por isso, ao encostar em uma maçaneta ou mesmo em um produto eletrônico, é comum tomar um pequeno choque.

Opa, Gangnam Style! (Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo)

Asiáticos, mal posso ver os seus movimentos

Em uma passagem por esses stands de capinhas para celular que tivemos uma experiência bizarra. Já caminhávamos na feira há algumas horas, com estômago vazio e com malas pesadas nas costas. O cansaço fazia com que começássemos a enxergar tudo duplicado. 

E foi justamente ao encostar em uma capinha para iPhone feita de polietileno e com o rosto do Psy em relevo que recebemos a descarga elétrica mais forte de todas. O impacto foi tão forte que quem estava por perto foi arremessado para o stand da frente, ficando soterrado por produtos xing-ling. 

Vegas, nós temos um problema

Viva Las Vegas! (Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo)

Não sabemos ao certo o que aconteceu depois disso, mas quando acordamos não havia mais capinhas ou celulares de gosto duvidoso em nossa volta. Pelo contrário, estávamos em um área deserta, árida e sem ninguém por perto. Nossos equipamentos eletrônicos simplesmente estavam desligados e não funcionavam mais.

Ao fundo vimos uma pequena entrada em uma fenda, de onde saia uma luz forte. Com medo, caminhamos em direção a ela, até que, quando nos aproximamos, vimos uma criatura deformada e muito estranha. A figura do que parecia ser um extraterrestre nos avistou.

E agora, quem poderá nos salvar?

Nem o cientista maluco da Nikon conseguiu nos ajudar. (Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo)

Pense em três pessoas correndo como se não houvesse amanhã. Fugimos sem pensar duas vezes daquela figura que não sabíamos o que era e que começou a nos perseguir. Correndo mais rápido do que a gente, vimos o fim de tudo quando ela estava prestes a nos alcançar.

Quando parecia não haver mais salvação, eis que surge uma solução para os nossos problemas. Por trás de um placa com as indicações “Perigo: Área 51” surgiu um homem de preto, com o corpo recoberto por smartphones e tablets. 

Em questão de segundos, ele inicializou um aplicativo em suas mãos (era rápido mesmo, não deveria ser Android, iOS nem Windows Phone) que abriu uma espécie de portal no céu do deserto. Fechamos os olhos e pulamos no vazio, já sem esperança de sobreviver ou escapar daquela criatura.

“Welcome to Las Vegas”

Obrigado, Tablet Man! (Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo)

Abri os olhos devagar e tudo parecia girar. Ao meu lado, milhares de capinhas para celular feitas em polietileno e com o rosto do Psy em relevo estavam amontoadas. Ouvia vozes falando uma língua impossível de entender e todos pareciam muito preocupados.

Uma voz robótica ao fundo repetia incessantemente “Welcome to Las Vegas”. Fui me levantando aos poucos, sem entender muito bem o que estava acontecendo. Ao meu lado, uma galinha passeava pela feira, mas não faço ideia de onde ela veio. Também não sei explicar essa tatuagem no meu rosto. E o Tablet Man? Ninguém nunca ouviu falar dele.

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Atenção: este artigo faz parte do quadro "Erro 404", publicado semanalmente no Baixaki e Tecmundo com o objetivo de trazer um texto divertido aos leitores do site. Algumas das informações publicadas aqui são fictícias, ou seja, não correspondem à realidade.

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