Você se considera uma pessoa desastrada? Se respondeu “não”, saiba que eu tenho muita inveja de você. Sou tão atrapalhado que meu nome do meio é “Disaster” — bem, na verdade meu nome do meio é Arlindo, mas Disaster seria muito mais honesto. Sem exageros, sou aquele tipo de pessoa que consegue quebrar coisas indestrutíveis. E nem tenho força para isso.

E por causa desse meu dom natural de fazer porcarias, sou a terceira maior causa (do mundo) de acidentes domésticos com eletrônicos. Repito: a terceira maior causa — ficando atrás do consumo de álcool e do Kinect. Mas se existe alguém que está duvidando, vou contar um pouco mais da minha história para que todos consigam entender.

Como terminei meu primeiro namoro

Muita gente me pergunta como é que o meu primeiro relacionamento foi terminar. Diziam que éramos perfeitos juntos e eu tinha certeza de que jamais precisaria de algo além do que eu tinha ali. Não havia nada no mundo.... Ou melhor! Não havia nada no universo que me fizesse tão feliz do que aquilo que existia entre nós. Uns chamavam de paixão adolescente, mas eu chamava de amor.

(Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo)

Nosso relacionamento durou quase dois anos. Nós nos conhecemos quando eu ainda era adolescente e a vida era mais simples. O fim não foi fácil, mas seria errado dizer que a culpa não foi toda minha. Afinal de contas, eu até hoje não sei por quais motivos fui ao banheiro com aquele telefone nas mãos. Desastrado que sou, derrubei na privada. Ah, meu primeiro celular. Sinto saudades!

Tablet ao molho

Nos primeiros anos da minha relação com a tecnologia, o grande problema que eu tinha era com a sujeira no teclado — migalhas de pão, pedaços de brócolis e muitos outros pequenos acidentes. Hoje, com a popularização do touchscreen, quase não há mais chances de eu estragar os periféricos com migalhas, mas isso não é exatamente algo bom.

(Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo)

Um teclado custa menos de 50 reais, mas um tablet custa bem mais do que isso. E os tablets nem sempre podem passar por situações adversas, como mergulhos profundos em pratos de comida e panelas de molho quente. Não que isso tenha acontecido comigo... Mais de uma vez... Ou duas — aaaah, não me julguem! Errar é humano, oras.

Sorvetephone

Quando eu era pequeno, ouvi meu pai contar uma história que me fez rir bastante. Certa vez um amigo dele estava andando pelas ruas, fumando um cigarro (não façam isso em casa) e tomando um sorvete ao mesmo tempo. O problema é que ele se enganou em um momento e acabou tentando fumar o sorvete, o que fez com que todos caíssem na gargalhada. Eu pensei que jamais viveria para ver algo assim, mas estava enganado.

(Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo)

Semana passada eu passei por algo muito parecido. Estava tomando um sorvete enquanto falava ao celular e, de repente, percebi que as pessoas estavam rindo da minha cara. Por causa da minha extrema falta de atenção, demorei alguns segundos para perceber que eu estava lambendo o meu telefone. Mas o pior mesmo foi descobrir que eu estava com um sorvete na orelha.

Notebooks não sobrevivem a grandes quedas

Eu estava escrevendo um texto muito bom dias atrás. De verdade, tenho certeza de que ele teria grandes chances de ganhar um prêmio de literatura muito conceituado. Mas infelizmente meu trabalho foi perdido por causa do notebook que eu utilizei. Você pode achar que eu sou o responsável, mas que adianta ter 16 GB de RAM e processador octa-core se o aparelho não aguenta uma quedinha de cinco metros?

(Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo)

Juro para vocês! Quis mostrar meu trabalho para minha mãe, mas ela estava longe, então eu achei melhor levar o notebook até ela. Só que ela estava no andar de baixo da casa, o que me fez ter que descer as escadas correndo! Você já deve ter imaginado o que aconteceu, né!? Pois é, eu tropecei e o computador despencou escada abaixo. Pelo menos o teclado ainda funciona!

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Atenção: este artigo faz parte do quadro "Erro 404", publicado semanalmente no Baixaki e Tecmundo com o objetivo de trazer um texto divertido aos leitores do site. Algumas das informações publicadas aqui são fictícias, ou seja, não correspondem à realidade.

Ilustrações por: Aline Sentone

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