O Airlander 10 é um balão dirigível, também conhecido como Zeppelin, que vai ser tornar o maior do mundo a levantar voo. Com cerca de 100 metros de comprimento, o Airlander foi planejado inicialmente para trabalhar com vigilância militar, realizada pelo exército norte-americano

Apesar de o exército ter desistido do projeto, o governo britânico injetou US$ 5 milhões na empresa Hybrid Air Vehicles (HAV), desenvolvedora do balão. O dinheiro foi o suficiente para ele sair do papel: está na fase final de ajustes e deve levantar voo até o final do ano.

Por enquanto, a HAV está planejando que o Airlander seja utilizado apenas militarmente. Contudo, se uma boa impressão for alcançada, poderemos ver outros usos futuramente — a questão da impressão é "delicada" porque, em 1937, o gigante Hindenburg pegou fogo e acabou matando 36 pessoas. Obviamente, a tecnologia hoje é outra, então provavelmente não veremos qualquer problema do tipo no Airlander.

Qual a diferença?

Segundo Chris Danils, líder de comunicações da HAV, o "maior problema de dirigíveis antigos é a necessidade de uma grande equipe terrestre, a capacidade limitada de carregar pesos e a influência sofrida pelo clima". Por isso, o Airlander deve resolver estas questões, de acordo com Daniels, por causa do conceito estrutural: ele é um híbrido. Ou seja, um balão com asas.

Além disso, o nome Airlander 10 tem o numeral para representar a quantidade de peso que ele suporta: 10 toneladas. A construção do dirigível utiliza fibra de carbono, kevlar e mylar (uma forte película de poliéster com resistência térmica).

Acompanhando a tendência eco-friendly, o Zeppelin também utiliza motores V8 de 325 hp silenciosos que podem ser alimentados com apenas 20% do combustível exigido por balões atuais. Ainda é possível adicionar painéis solares para energia e voar entre -56 °C e 54 °C sem qualquer problema.

As capacidades do Airlander são inúmeras, segundo os criadores. Desde a patrulha de fronteiras até levar medicamento e alimento para zonas de risco. E a HAV já tem em mente o sucessor Airlander 50, mas ele ainda não tem data para produção.

E você? O que acha da ideia de termos dirigíveis do tipo voltando à cena, deixando para trás os balões de publicidade?

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