(Fonte da imagem: Geek.com)

A companhia norte-americana Laser Power Systems afirma que está próxima de encontrar uma fonte de energia para automóveis que dispensa o uso de combustíveis fósseis e baterias. Segundo o CEO da companhia, Charles Stevens, o plano é utilizar uma combinação de tório e lasers para proporcionar energia limpa para qualquer tipo de automóvel.

Segundo Stevens, pequenos blocos de tório aquecidos por lasers geram grande quantidade de energia, que é utilizada para aquecer miniturbinas de água e gerar vapor. A partir disso, é produzida eletricidade suficiente para movimentar um veículo que se prova muito mais econômico do que as opções disponíveis atualmente no mercado.

O CEO da Laser Power Systems afirma que uma unidade de produção de 250 MW possui dimensões reduzidas o bastante para permitir seu uso em veículos domésticos. Ao todo, a invenção pesaria aproximadamente 227 quilos, o que eliminaria qualquer tipo de impedimento para o uso em larga escala.

Radioatividade

(Fonte da imagem: WardsAuto.com)O tório é um elemento ligeiramente radioativo que ocorre de forma natural na Terra e pode ser encontrado na maioria dos tipos de rocha e solos, sendo cerca de três vezes mais abundante que o urânio. Descoberto em 1828 pelo químico suíço Jons Jakob Berzelius, o nome do elemento tem origem em Thor, o deus do trovão nórdico.

O uso do elemento como fonte de energia é controverso, já que é uma das opções normalmente utilizadas por usinas nucleares. Segundo Jim Hedrick, especialista em metais industriais, o uso do elemento é “ao mesmo tempo plausível e sensato”.

Devido à sua densidade, o material é considerado como uma ótima fonte de energia: um grama de tório é capaz de produzir energia semelhante a 28391 litros de gasolina. Ao utilizar 8 gramas do elemento em um veículo, isso significa que o motorista nunca teria que reabastecê-lo.

Stevens afirma que a radioatividade natural do elemento poderia ser bloqueada facilmente, através do uso de uma caixa de aço inoxidável com 7,6 centímetros de espessura. Além disso, será usada uma cobertura de folhas de alumínio para evitar a propagação de qualquer isótopo potencialmente prejudicial.

Desafios a superar

O maior desafio enfrentado pela Laser Power Systems atualmente é conseguir construir um motor funcional que siga o projeto proposto. A expectativa é de que a companhia, que atualmente conta com 40 empregados, consiga produzir um protótipo funcional nos próximos dois anos.

Segundo Stevens, a falta de investimento no elemento se deve a uma decisão estratégica tomada após a Segundo Guerra Mundial. Na ocasião, a energia produzida pelo urânio foi priorizada devido ao seu subproduto – o plutônio –, que poderia ser usado no desenvolvimento de armas. Em contrapartida, é praticamente impossível construir uma bomba a partir do tório.

O CEO da Laser Power System afirma que, apesar do elemento produzir urânio 233 como subproduto, é necessária uma quantidade muito grande de trabalho e energia para transformá-lo em armamento. Dessa forma, o produto poderia ser utilizado sem qualquer problema por automóveis, já que o calor produzido pelos veículos estaria longe de ser suficiente para provocar uma reação de fissão.

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