O piloto Andre Borschberg decolou ontem (28) abordo do Solar Impulse 2 em sua terceira tentativa de dar a volta ao mundo em 120 horas. Ele saiu de Nagoya, no Japão, e pretende chegar ao Havaí, nos EUA; no total, em torno de 8.200 km serão percorridos sobre o Oceano Pacífico. Se bem sucedida, a missão significa a quebra de dois recordes: o de maior distância percorrida por um avião movido a energia solar e o voo solo de maior duração já realizado.

A aeronave é movida por 17 mil células solares e tem o peso de um carro pequeno. “Durante o dia, as baterias de lítio é que são recarregadas – sozinhas elas pesam 633 kg. Isso faz com que seja possível voar à noite, o que gera um tipo de autonomia ilimitada”, explicam os desenvolvedores do projeto. Mas antes do desafio técnico da Solar Impulse 2 está o “lado humano” da empreitada.

É que a cabine de Borschberg tem o tamanho de um orelhão. As sonecas do piloto têm de durar no máximo 20 minutos e, em caso de pouso de emergência sobre o oceano, suprimentos podem garantir a sobrevivência por até uma semana. Segundo o time da Solar Impulse, Borschberg chegou “em um ponto em que não há volta”. A temperatura da cabine de voo varia bastante – ela não é pressurizada. Iremos saber daqui a quatro dias se a ousada viagem foi cumprida com sucesso.