Sim, o ar-condicionado é uma delícia nos dias mais quentes. Ele pode tornar qualquer ambiente mais agradável e confortável apenas refrescando o lugar; contudo, a energia gasta e os males que o aparelho pode gerar são grandes. Não é papo de “ecochato”, e diversas notícias sobre isso podem ser encontradas em poucos cliques. Então imagine um prédio que consegue se resfriar sozinho, sem os riscos de doenças respiratórias e de conta elétrica alta no final do mês.

Essa é a ideia dos engenheiros de Standford: eles inventaram um material ultrafino de revestimento que pode ajudar a refrescar construções. O material em questão age radiando o calor de dentro dos prédios para o exterior enquanto reflete a luz do sol diretamente para o espaço.

Uma das principais proteções dessa invenção é a luz "invisível", que pode propagar o calor obviamente sem você enxergar. É como ficar em frente ao forno fechado enquanto prepara o jantar: você não enxerga o fogo, mas sente o quentinho em volta do eletrodoméstico. Isso porque também existe luz em forma de radiação infravermelha.

"É uma grande invenção, e extraordinariamente simples como ideia", disse Eli Yablonovitch, professor de engenharia na Universidade da Califórnia. "Nós poderemos usá-la não apenas à noite, mas também durante o dia todo para economizar", complementou. Os engenheiros de Standford batizaram o material de "resfriamento fotônico radioativo".

Qual a disponibilidade?

Infelizmente, não foi dita qualquer palavra sobre o lançamento desse material. Os pesquisadores apenas disseram que o desenvolveram para ter um custo efetivo e utilizar em grande escala; é uma tecnologia recente e eles acreditam que, um dia, a invenção poderá reduzir a demanda por energia. Para efeito de curiosidade, os sistemas de condicionamento de ar são responsáveis por 15% da eletricidade consumida em construções dos EUA.