(Fonte da imagem: Reprodução/Nanyang Technological University)

Não há como negar que os painéis solares vêm se tornando opções cada vez mais atrativas para se ter energia, seja por terem preços mais razoáveis ou por ganharem avanços — um exemplo é eles se tornarem transparentes (logo você pode usá-los como uma janela em sua casa, por exemplo).

Uma nova versão desses painéis desenvolvida por pesquisadores da Universidade Tecnológica de Nanyang, porém, promete ser o futuro para muitos de nossos aparelhos. Isso porque a tecnologia utilizada por eles permite que o material, de nome Perovskite, não seja apenas transparente, como também emita luz colorida quando desejado, de acordo com o anúncio oficial.

Mil e uma utilidades

“O que nós temos agora é um material de célula solar que pode ser tornado semitranslúcido. Ele pode ser usado como um vidro esfumaçado para substituir as janelas atuais e ainda é capaz de gerar eletricidade pela luz do sol”, disse o professor-assistente Nripan Mathews.

Com uma tecnologia dessas, sobram possibilidades de uso. “Sintonizando a composição do material, nós podemos fazer isso emitir uma grande variedade de cores, o que também a faz compatível como um dispositivo de emissão de luz, como monitores de tela plana”, exemplificou. Mathews continua: “O fato de que também emite luz faz isso útil como decorações de luz ou monitores para as fachadas de shoppings e escritórios”.

Para completar, os pesquisadores afirmam que a Perovskite pode ainda ser utilizada na fabricação de lasers, devido à sua alta luminescência.

Em breve nas lojas?

Se interessou em ter uma tecnologia dessas em cada janela e aparelho de sua casa? Pois saiba que isso pode demorar menos do que você imagina.

O fato é que a Perovskite, ao que tudo indica, é realmente um supermaterial. Além de ser a mais eficiente e versátil célula solar do momento, ela também é extremamente simples de ser fabricada: uma vez que sua produção consiste apenas em misturar alguns elementos químicos em temperatura ambiente, o produto final consegue ser cinco vezes mais barato que outros painéis solares do mercado.

Resta apenas alguns passos a serem resolvidos para que o produto esteja pronto para o mercado. Um deles é preparar a Perovskite para usos maiores: “Uma vez que nós já estamos trabalhando no escalonamento desses materiais para células solares de grande escala, é natural modificar os procedimentos para fabricar aparelhos emissores de luz também”, explicou Mathew.

O segundo passo que resta é conseguir a patente (que atualmente está pendente) para a tecnologia. Isso, como sempre, pode demorar algum tempo; com um material tão promissor assim, no entanto, é provável que muitos de nós estaremos dispostos a esperar.