Desde os terremotos de março de 2011 no Japão, a destruída usina nuclear de Fukushima têm apresentado problemas de vazamento de material radioativo. Durante a noite de ontem (entre 10h20 e 10h50 da manhã no horário local), a empresa responsável pela planta, a Tepco, detectou um aumento entre 50 e 70 vezes no nível de radiação considerado recorrente na região.

De acordo com um periódico local, as leituras de material radioativo na água e no solo das redondezas da usina chegaram ainda a picos absurdos. Foram registrados níveis entre 5.050 e 7.230 becqueréis de strontium-90 por litro, quando os níveis de intoxicação anteriores eram de 5 becqueréis.

As autoridades locais dizem que a conexão de tubos que a usina tem com o Oceano Pacífico está lacrada e, por isso, nenhum material radioativo deve vazar para a água através dali. Ainda assim, há riscos de contaminação por outras vias. Mais tarde, mesmo com o vazamento ainda aberto, as leituras estavam entre 10 e 20 vezes acima da média, uma queda considerável.

Ainda assim, não parece haver por enquanto uma solução definitiva para o problema que se tornou Fukushima depois de 11 de março de 2011. Por conta desse episódio, várias nações muito dependentes de energia nuclear têm abandonado suas usinas em favor de soluções mais seguras e simples, como a energia eólica e solar na Alemanha.

Obs: imagens feitas em 2011.

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