O vídeo postado acima exibe a inicialização de número 10 mil do Annular Core Research Reactor (ACRR), reator nuclear localizado no Laboratório Nacional de Sandia (Albuquerque, EUA). “O reator ACRR tem sido um cavalo de batalha para Sandia e também para demais laboratórios de liderança mundial que dependem de determinados experimentos, tais como testes de armas para a devida certificação junto ao arsenal de equipamentos nucleares”, esclarece Lonnie Martin, um dos cientistas responsável pela operação do ACRR.

Em funcionamento há mais de 32 anos, seu centro de núcleo conta com uma “cavidade seca” de 9 polegadas de diâmetro – sua cavidade externa possui 20 polegadas de diâmetro. Testes de semicondutores e até mesmo a produção de isótopos médicos são outras das funções do fabuloso reator. Em seu estado estacionário, o ACRR produz até quatro megawatts de potência; em pulso máximo, a quantidade colossal de 35 mil megawatts pode ser produzida durante sete milésimos de segundo. “Neste curto tempo, o reator produz três vezes mais potência do que a maior estação nuclear do país”, diz o engenheiro nuclear Ron Knief.

Coloração azulada

Aquele estrondo sônico característico emitido por aeronaves que ultrapassam a velocidade do som pode ser um fenômeno utilizado como analogia à explicação da radiação Cherenkov. Previsto pelo modelo tradicional das partículas físicas, o brilho azulado emitido pelo reator pode ser entendido, grosso modo, como o momento em que uma partícula eletricamente carregada ultrapassa a velocidade máxima que a luz pode atingir em um meio isolante (o que provoca a emissão de uma radiação eletromagnética visível). O nome do efeito é, naturalmente, atribuído ao cientista vencedor do Prêmio Nobel de Física de 1958 e descobridor, portanto, do efeito, Pavel Cherenkov.

*Matéria atualizada com contribuições de Rodrigo Gomes da Silva, Rafael Costa Biasi, Mário, Gabriel Jacobson e Danillo Fernandes.

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