Energia elétrica é um dos principais propulsores do mundo contemporâneo. Sem ela, dificilmente teríamos a tecnologia avançada que podemos encontrar em computadores, smartphones, tablets e diversos outros equipamentos tão importantes em nossa sociedade — o mundo seria movido pelo vapor até hoje. Mas a obtenção de energia elétrica pode passar por problemas.

Há muitas regiões que não conseguem realizar a produção de energia suficiente para abastecer toda a população, o que força a busca por fontes suplementares. Isso inclui a utilização de usinas eólicas, painéis solares e outros exemplos que podem ser somados às usinas nucleares e hidrelétricas, principais formas de obtenção de energia atualmente.

E já que estamos falando sobre formas alternativas de se obter energia elétrica, você já ouviu falar em “conversão térmico-oceânica”? Trata-se de um sistema inovador para a realização da produção energética, que se aproveita das diferenças de temperaturas nos oceanos para conseguir os resultados. E a Lockheed Martin parece disposta a investir no projeto.

Conversão térmico-oceânica

Algumas regiões do planeta possuem diferenças muito grandes nas temperaturas em diferentes profundidades do oceano. Isso geralmente se caracteriza por águas muito geladas no fundo e mais quentes quando estão perto da superfície. Essa diferença pode ser alavancada de uma maneira que permita a criação de um ciclo de vapor, capaz de girar uma turbina pesada e produzir energia elétrica.

(Fonte da imagem: Reprodução/Gizmodo)

Os grandes propulsores do sistema são estruturas utilizadas para a troca de calor. Isso vale para os condensadores e também para os vaporizadores. Quando a água quente passa pelo condensador, ela é utilizada para vaporizar um fluido específico. Esse material consegue aplicar muita força à turbina, realizando a movimentação necessária para a criação de eletricidade.

A energia gerada é enviada até o solo por meio de cabos de alta potência. A grande vantagem deste sistema é a possibilidade de gerar energia limpa durante 24 horas por dia, pois durante todo o tempo existe a diferença nas temperaturas do oceano.