Em comunicado oficial feito no dia 14 de março, em seu próprio site, a Embraer afirma que vai estabelecer um posto no Vale do Silício — região em que estão Google, Facebook e outras muitas companhias conhecidas mundialmente. Essa nova estrutura tem como principal intuito a realização de ações colaborativas com escolas especializadas e faculdades, empresas de tecnologias iniciantes e investidores norte-americanos.

Foi reforçado, ainda, que as operações em outras sedes pelo mundo serão reforçadas. Isso inclui a planta de Melbourne, na Flórida — onde a produção é focada somente em jatos executivos. Vale dizer também que isso deve contribuir diretamente com os departamentos de engenharia brasileiros.

Já é sabido que a Embraer não é a primeira empresa a buscar inovações no Vale do Silício, lembrando que em 2015 a Airbus contratou um ex-executivo do Google criando um fundo de US$ 150 milhões para esse projeto.

Antonio Capello, responsável pela inovação corporativa no Brasil, foi nomeado líder principal para o andamento dessa iniciativa. Ele diz que há uma grande transformação mundial em curso, citando exemplos da inteligência artificial, realidade virtual, os carros autônomos e vários outros.

A ideia é que, se estabelecendo no Vale do Silício e também em Boston, a Embraer possa ter acesso aos pesquisadores e instituições, tais como as três universidades mais inovadoras dos Estados Unidos — que são Stanford, Harvard e o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT).

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