As eleições deste último domingo (5) foram as primeiras votações presidenciais a implantar o uso de identificação biométrica como opção para os eleitores que já tinham registrado suas digitais. Embora esse teste inicial tenha levantado a existência de uma série de problemas que exigem reparos e melhorias, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Antonio Dias Toffoli, afirmou que o processo aprimorado servirá para outros fins além dos eleitorais.

Nestas eleições, cerca de 15% dos 142,5 milhões de cidadãos que votaram usaram o sistema de identificação. Segundo ele, a Justiça Eleitoral não voltará atrás no uso da biometria para o processo eleitoral e a ideia é fazer um cadastro pessoal centralizado que possa ser usado para “garantir maior segurança sobre quem é quem no país”.

O TSE foi há tempos escolhido como principal coletor de dados biométricos para o projeto do Registro de Identificação Civil, que tramita há anos no Ministério da Justiça e está parado desde 2010. Ainda que o projeto não esteja andando, as informações continuam sendo coletadas para fins eleitorais, de forma que há planos de cadastrar todos os eleitores brasileiros até 2018.

Quase um carro novo

“As vantagens do sistema de identificação biométrica podem ser identificadas nos casos de eleitores que tentavam votar duas vezes e foram presos”, reforçou Toffoli. Segundo ele, as dificuldades que parte do público teve ao usar a tecnologia são similares às que qualquer um pode ter ao adquirir um veículo zero km. “Às vezes você compra um carro novo e não sabe onde abre o tanque de combustível”, brincou.

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