A Escola de Economia e Ciências Políticas de Londres, na Inglaterra, publicou um estudo que vai fazer muito professor repensar sua atitude em sala de aula. De acordo com a pesquisa, que avaliou estudantes de 16 anos de escolas de quatro cidades inglesas, as notas dos alunos proibidos de usar smartphones aumentaram em 6,4%.

No Reino Unido, e segundo dados de 2012, 90,3% dos adolescentes possuíam celulares. Nos EUA, o número ficou em 73%. Segundo os pesquisadores, espera-se que a melhoria de performance seja repetida também nas escolas estadunidenses se a medida de controle for adotada.

“Descobrimos que o impacto do banimento dos telefones, para esses estudantes, foi o equivalente a uma hora adicional de estudos por semana, o que significa um aumento no ano letivo de cinco dias”, explicam os cientistas. Alunos com faixa etária de 14 anos também foram avaliados, mas não foram afetados de forma significativa pelo abandono do celular. “Isso pode ter acontecido devido ao fato de que o uso dos telefones é baixo dentre esse grupo", diz o documento.

O uso da tecnologia móvel não é dispensada enquanto plataforma capaz de implementar tarefas escolares. Uma metodologia adequada de ensino, porém, é que deve ser pensada. “Não descartamos a utilidade dos celulares e outros tipos de tecnologia na escola desde que o uso seja devidamente estruturado”, concluem os pesquisadores.

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