Quando os primeiros automóveis foram criados, o intuito era de deixar o transporte mais prático, e isso foi uma verdade até alguém resolver colocá-los em uma pista de corridas. Com os drones, não teria por que ser diferente: originalmente concebidos para várias atividades – como filmagens e entregas –, era só uma questão de tempo até alguém resolver criar uma corrida em que eles fossem utilizados.

Um grupo de pessoas na Inglaterra resolveu, portanto, criar a FPV League, uma competição em que entusiastas e até mesmo pilotos profissionais de drones colocam seus dispositivos para voar em meio a árvores, arbustos ou até mesmo entre pilares de armazéns e estacionamentos.

Toda a ação é acompanhada por um par de óculos (não muito fashion) que recebe as imagens transmitidas por uma câmera acoplada ao drone – daí a sigla FPV, ou first person view (visão em primeira pessoa) –, tornando tudo ainda mais interessante.

Botando pra quebrar – literalmente

É natural que, como em toda corrida, a disputa com drones tenha seus riscos. Principalmente quando ela é feita em um percurso repleto de obstáculos com uma perspectiva que limita muito a percepção do piloto com relação ao tamanho do brinquedo.

Mas é aí, possivelmente, que está uma das fontes de adrenalina desse esporte em estágio embrionário: a possibilidade de bater e quebrar os "brinquedos" que podem passar de R$ 2 mil certamente faz com que a vitória nessas competições seja acompanhada de uma sensação de satisfação tremenda.

Para ajudar os competidores que eventualmente batam em árvores, galhos ou caiam depois de colidir com outros drones, alguns eventos disponibilizam uma área especialmente montada para as não tão eventuais manutenções dos aparelhos, entre hélices e peças que precisem ser "coladas" em seu lugar original.

Barato? Hmm... Não

No caso dos ingleses da FPV League, além do custo do próprio drone, existe também a taxa de inscrição, que gira em torno de 10 libras (quase 50 reais). Esse dinheiro, no entanto, compõe o "pote" que o vencedor leva pra casa, o que ajuda a compensar pelo menos um pouco do custo.

O kit de drone, óculos, câmera e transmissores fica em torno de 600 libras para os equipamentos mais básicos, mas há quem tenha mais de um drone para competir. Muitos, inclusive, têm cursos de pilotagem de drones, mas voltados para outros serviços, como filmagens e entregas.

O futuro da corrida

Com uma busca rápida pela internet, é possível identificar diversos grupos que já entraram na onda da corrida de drones, mas o futuro do FPV, na verdade, é incerto. Existe, no entanto, uma certeza: a corrida de verdade, mas que parece muito um video game, é divertida pra caramba e rende algumas imagens sensacionais.

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