iPhone 12 em 2021 ainda vale ou é melhor esperar o iPhone 13?

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Imagem: Apple
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Equipe TecMundo

@tec_mundo

Setembro é conhecido como o mês da chegada de iPhone novos e, nessa época, surge aquela pergunta clássica: ainda vale a pena comprar o iPhone 12 ou é melhor esperar o lançamento do 13? Então, vamos conversar sobre isso que eu vou te contar toda a minha experiência usando o iPhone 12 para você ver se ele é o celular certo para você ou se prefere esperar para ver o que vem por aí com o iPhone 12.

Prós
  • Design atraente e ergonômico
  • Desempenho excelente
  • Conjunto de C âmeras entregam o necessário para ótimas imagens
Contras
  • Display de 60Hz
  • Sem carregador na caixa

Design

A família 12 do iPhone foi lançada no ano passado, em 2020, e eu testei o iPhone 12 “padrão”, aquele que fica entre a versão mini e as versões Pro. Na minha opinião, um dos pontos altos desse aparelho é seu design.

Disponível nas cores preta, branca, product red, azul, roxa e verde-menta, o iPhone 12 apresenta de volta a "carinha" do iPhone 4, mas com um desenho menos arredondado, que deixa o aparelho menor e com mais aproveitamento de tela. Com a tendência de aumento no tamanho dos displays que acompanhamos nos últimos anos, fazia tempo que eu não tinha a experiência de um manuseio tão confortável.

Ele é menor e mais leve do que o iPhone 11, tem uma pegada firme e não é superescorregadio. A lateral, em alumínio fosco, também me agrada, mas há uns “risquinhos”, que na verdade são as antenas do aparelho, que podem incomodar os mais observadores que gostam de um design sem interrupções. Apesar de que quem não gosta de interrupção no design passa mal só com o notch, que continua firme e forte aqui.

Passando para a parte traseira, o vidro é um chamariz para marcas de dedos e arranhados, mas por aqui ficou tudo sob controle, porque não tive coragem de usar sem capinha.

Já a parte frontal conta com a proteção do Ceramic Shield, que são cristais de cerâmica inseridos na composição do vidro e que prometem aumentar a resistência em quedas, por exemplo.

Vou falar que esse iPhone aqui levou alguns tombos e sobreviveu tranquilamente, mas durante o curto período em que ficou sem película ganhou um "belo" arranhão de presente de algum dos pertences que dividiam espaço com ele na minha bolsa.

A proteção IP68 contra água e poeira também existe, mas confesso que não sou fã de ficar forçando esse tipo de teste fora de atividades rotineiras, já que eu nunca ficaria tentando usar o celular debaixo da água, mas é possível fazer umas fotos e uns vídeos bons na piscina, sem medo.

iPhone 12Fonte: Apple

Tela

Essa mudança no design do corpo do iPhone 12 também permitiu um melhor uso da tela. Para efeito de comparação, ele tem o mesmo tamanho de display do iPhone 11 (6.1”), mas com um corpo menor e mais leve.

Além do aproveitamento, o que chamou mais a atenção no lançamento foi o fato de a Apple ter adotado pela primeira vez um display OLED no iPhone, aumentando também a contagem de pixels. Na verdade, o uso do OLED também refletiu no tamanho do aparelho, já que sem a necessidade da luz de fundo, a tela fica mais fina.

A própria Apple aborda a questão do burn-in em telas OLED no seu site de suporte oficial, mas até o momento não tive nenhuma experiência de "persistência de imagem", que é quando fica o “fantasminha” de uma imagem estática exibida durante muito tempo, sabe? Isso é bem mais comum em TVs, que ficam com o símbolo da emissora eternamente ali em um canto, por exemplo, mas, quando estamos usando o display do celular, as imagens estão sempre em movimento.

A questão do LCD com frequência é um grande ponto de reclamação dos usuários de celulares da Maçã, já que há a polêmica de que os iPhone não chegavam nem a 1080 p. No entanto, esse é outro assunto, porque, desde a época de Steve Jobs, a empresa "bate na tecla" de que seu foco está na densidade de pixels, ou seja, na quantidade de pixels por polegada.

O brilho da tela do iPhone nunca foi uma questão ruim para mim, mas aqui ela atinge até 1,2 mil nits no brilho máximo com HDR. A soma de tudo isso é uma tela muito boa, com pretos mais profundos, cores bem-precisas e um ótimo salto em comparação com o iPhone 11.

Outro ponto que ninguém ligava muito antigamente, mas que hypou e virou uma marca de celulares top de linha, é a taxa de atualização. Desde a família Galaxy S20, a Samsung trouxe modelos com 120Hz, o que deixa aquela rolagem de tela mais fluída e as animações mais suaves, sabe?

Acontece que a Apple não seguiu essa tendência e continuou apostando nos 60 Hz. Não vou ser hipócrita e dizer que senti falta de mais do que isso durante o uso do aparelho, principalmente porque o iOS já é um sistema que flui muito bem de forma nativa, mas para quem faz questão de 90 Hz ou 120 Hz, vai sentir falta.

Desempenho do Software

Falar que iPhone é rápido é "chover no molhado". No iPhone 12, a Apple estreou o processador A14 Bionic de 5 nanômetros, 6 núcleos de CPU e opções de 64, 128 ou 256 GB de armazenamento interno.

No papel, o A14 Bionic consegue fazer 11 trilhões de operações por segundo e é 40% mais rápido do que o antecessor que equipa o iPhone 11, mas vou falar algo: eu testei os dois modelos e, na prática, nem é possível perceber. E não falo isso porque o A14 é ruim, mas sim porque o A13 já era muito rápido!

Os aplicativos abrem rapidamente, o face ID reconhece o rosto e desbloqueia os apps em um "piscar de olhos", os jogos também não têm problema de lentidão no carregamento e a renderização de imagens mais complexas também não faz o aparelho sofrer de jeito nenhum. Resumidamente, é importante falar que quem comprar um iPhone 12 pode contar com um bom desempenho por uns 4 anos sem incômodos.

O modelo já vem preparado para o 5G, mas como estamos no Brasil eu nem vou me aprofundar nesse tema. Para não dizer que não tive experiência nenhuma, vi o ícone da rede de 5ª geração "pipocar" na tela em algumas regiões de São Paulo graças ao 5G DSS da Claro. Que não é bem 5G, né?

Falando do software, o iOS 14 finalmente trouxe os widgets, "velhos conhecidos" do Android, para a tela inicial e uma biblioteca de apps. A Siri segue sem uma participação efetiva na minha vida, pois Alexa e Hey Google seguem donos do meu coração no quesito comando de voz.

Vale lembrar que o iOS 15 já está logo ali e eu indico um vídeo nosso aqui no canal que fala sobre todas as novidades que estão chegando. Aqui, é importante lembrar que até o iPhone 6 e o SE antigo vão receber o update, então imagina só quanto tempo de atualização o iPhone 12 ainda tem pela frente? Vantagens de a mesma empresa fabricar hardware e software.

iPhone 12Fonte: Apple

Bateria e MAGSAFE

Sobre a bateria, preciso falar que ela não conseguiu bater a impressionante vida da do iPhone 11, mas ainda assim é boa, principalmente se lembrarmos de como era a vida útil das baterias de iPhone antes do XR. Passa o dia inteiro de uso sem problemas, fechando a conta em uma média de 7 horas de tela ligada, só lembrando que não tem carregador na caixa, certo?

Câmeras

Agora vamos falar de câmera. O iPhone 12 tem um sistema de câmera dupla com 12 MP cada, sendo uma ultra-angular com abertura f/2.4 e 120 graus de campo de visão, e outra grande angular com abertura f/1.6. O zoom óptico é de 2x, e o digital de 5x, ou seja, sem grandes novidades em relação ao iPhone 11 — que tem uma abertura f/1.8 na lente principal. As principais mudanças ficaram com os "irmãos maiores": iPhone 12 Pro e Pro Max.

Mesmo com um hardware muito parecido com o da geração anterior, a gente vê bastante melhoria nas câmeras. Fisicamente, a abertura diferente permite entrar um pouco mais de luz, deixando as imagens mais nítidas em ambientes de baixa luminosidade, mas, quando olhamos para o software e para o que o chip A14 Bionic oferece, é que "a coisa" muda mesmo de figura.

Graças ao novo processador, o modo Noturno agora funciona em todas as câmeras, incluindo a frontal que também tem 12 MP, e o ícone dele aparece automaticamente quando estamos em um ambiente com pouca luz.

iPhone 12Fonte: Apple

O próprio sistema sugere os segundos de “longa” exposição necessários, mas também dá para alterar manualmente o tempo ou desativar o recurso. O resultado são fotos equilibradas, nítidas e com pouco ruído. A noite não vai virar dia na foto, deixando o resultado um pouco mais realista.

O HDR inteligente e o já conhecido Deep Fusion também ajudaram a melhorar a nitidez das imagens em todas as câmeras do aparelho. Se compararmos com a Samsung, por exemplo, que costuma "pesar a mão" no pós-processamento, as imagens ficam bem mais realistas.

Se você quer simplesmente sacar o celular do bolso e fazer boas fotos até mesmo em uma contraluz pesada, não vai se decepcionar, mas se você quer um zoom de respeito, esse não tem nada demais.

Na hora da selfie, ele não ilumina demais as sombras, deixando um contraste interessante. As fotos saem com uma ótima nitidez e cores muito bonitas. O modo Retrato na frontal também sai muito bem na hora de desfocar o fundo, sem estragar muito o contorno.

Quem pretende usar o celular para fazer vídeos, o iPhone 12 captura em 4K a 60 FPS em todas as câmeras, mas se quiser acionar o HDR, aí a taxa cai para 30 quadros por segundo.

Vale a pena?

Esse “vale a pena” é muito subjetivo, né? O que vale a pena para você pode não valer para mim ou para o nosso cinegrafista, mas se você procura um celular de ponta, com software "quentinho" e um bom período de atualização pela frente, bem como um conjunto de câmeras bem-equilibrado e fácil de lidar, o iPhone sempre pode ser uma boa opção, mas ainda temos a questão do preço.

Na loja oficial da Apple, o iPhone 12 de 64 GB ainda está com o valor cheio de lançamento, R$ 7.999, mas já é possível encontrá-lo em varejistas por um pouco mais de R$ 5 mil.

Geralmente, a Apple costuma dar uma reduzida nos preços da geração anterior quando lança um iPhone novo e, como eu disse, o iPhone 13 deve chegar muito em breve. No entanto, apesar de muitos rumores de melhorias no desempenho com um chip novo, Touch ID na tela para desbloquear, com o celular mais rápido usando máscara, telas de 120 Hz e um notch mais discreto, ainda não sabemos ao certo o que a Apple vai trazer de novidade.

Então, coloque na balança o quanto de dinheiro você quer investir em um novo iPhone, bem como o tempo que você pretende ficar com o aparelho, lembrando-se também de que quem gosta de telas ainda menores pode dar uma olhada na versão Mini do iPhone 12, e aquele que quer ainda mais poder nas câmeras pode olhar para as versões Pro.