Enquanto algumas empresas utilizam os vazamentos de imagens de smartphones para aumentar as expectativas de um lançamento, outras fabricantes acabam tomando medidas duras para evitar furos antecipados. A companhia chinesa Oppo mostrou que faz parte do segundo grupo recentemente ao enviar aos seus funcionários um documento avisando que empregados envolvidos no compartilhamento indevido de informações serão penalizados.

Segundo informa o Phone Arena, a concorrente da Huawei disse que vai aplicar uma multa de CNY 500 mil, ou US$ 75 mil, em colaboradores que estejam envolvidos no vazamento de imagens ou especificações dos smartphones da companhia. A Oppo também ressaltou que vai ser mais dura com os membros de sua linha de distribuição e vai processar lojas e fabricantes que permitam o compartilhamento de dados sobre projetos em desenvolvimento.

O comunicado interno da fabricante chinesa veio logo após um grande vazamento revelar praticamente tudo sobre o Oppo Reno, o próximo smartphone topo de linha da companhia. O dispositivo apareceu em imagens de uma fabricante de capas com sua tela que toma 93,1% da frente do aparelho e uma câmera retrátil. Além disso, as supostas especificações do aparelho também vazaram.

Imagem: Phone Arena

De acordo com as informações, o celular virá com o processador Snapdragon 855, o topo de linha da Qualcomm para este ano, 8 GB de memória RAM e 256 GB de memória interna. O Oppo Renno também deve ter bateria de 4065 mAh, câmera principal com zoom de 10 vezes e sistema operacional Android 9 Pie com a modificação Color OS.

A Oppo não anunciou se já tomou alguma atitude legalmente em relação ao assunto, mas, caso isso aconteça, a companhia não será  a primeira a dar grandes proporções a um vazamento. A Apple é famosa por tentar proteger seus smartphones de divulgação antecipada e a companhia frequentemente encontra alguém para ser penalizado.

Um dos casos mais recentes aconteceu em 2017, quando um engenheiro da companhia de Cupertino foi demitido após sua filha publicar um vídeo no YouTube em que estava usando o iPhone X antes do lançamento do produto. Em 2010, a empresa também chegou a mandar a polícia na casa de um jornalista após a publicação de um artigo sobre um protótipo do iPhone.

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