Pois é, a Apple está sendo processada por Julia Ireland Meo, uma mulher cujo marido faleceu em função de um incêndio que, segundo as informações do processo, foi iniciado por um iPad que explodiu. O acidente ocorreu em fevereiro de 2017 e, de acordo com os dados oficiais, o incêndio foi causado por um defeito na bateria do tablet em questão. Até o momento, não há maiores detalhes sobre a causa da explosão que ocorreu com o iPad, de modo que não é possível dizer com certeza o que levou o dispositivo a pegar fogo.

Pela falta de detalhes envolvendo o caso, não há como especular sobre as circunstâncias que causaram este triste acontecimento. Entretanto, é importante ressaltar que a Apple não solicitou o recolhimento dos iPads, do mesmo modo que não houve relatos de outros dispositivos explodindo. Assim, considerando essas características, é possível afirmar que o que aconteceu com o marido de Julia foi um incidente isolado.

 

Acontece que diversos dispositivos que utilizamos em nosso cotidiano - incluindo os iPads e iPhones - são alimentados por baterias de íons de lítio, as quais podem explodir ou pegar fogo em ocasiões bem específicas. Em linhas gerais, o lítio é excelente para o armazenamento de energia - o que deve ser feito com bastante cuidado, uma vez que, se essa energia for liberada em pequenas partes, não há problemas; seu celular poderá ficar o dia inteiro longe da tomada. Caso a energia seja liberada de uma só vez, a bateria pode explodir.

Acidentes deste tipo podem ocorrer por defeitos de fabricação ou danos nos eletrodos da bateria. Além disso, há casos em que certos tipos de carregadores podem causar defeitos deste tipo nos dispositivos. No ano passado, uma Apple Store na Holanda teve que ser evacuada depois que um iPad começou a liberar fumaças estranhas. Mesmo assim, a Apple não é a única empresa a ter um histórico de incidentes do tipo: a Samsung, por exemplo, passou por maus bocados com o Galaxy Note 7, cuja bateria explodindo causou um grande escândalo para a empresa coreana.

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