Quase todo mundo usa atualmente apps com geolocalização porque isso nos traz o conforto de poder utilizar serviços que buscam por soluções próximas. E não é segredo para ninguém que quanto mais abrimos softwares com GPS, mais rapidamente a bateria vai para a cucuia. Por que isso acontece? Quanta carga é consumida? Como evitar? As respostas estão logo abaixo:

O GPS é uma pequeno chip com antena que fica dentro dos seus dispositivos móveis. Ele está o tempo todo se comunicando com as torres próximas, que triangulam em tempo real os sinais dos satélites para determinar onde você se encontra. Se o sistema dependesse só das conexões de telefonia, ele ficaria desatualizado e não seria tão útil. Além disso, o celular pode até adivinhar em que Estado ou cidade você está, mas não o ponto exato.

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Ao ligar o GPS, aparelhos não podem entrar no modo de descanso, porque ele fica o tempo todo recebendo informações de satélites e em locais fechados e/ou com barreiras podem dificultar essa comunicação. Assim, se você está em um área de sinal fraco, o smartphone fica realizando tentativas aleatórias até conseguir alguma resposta. E isso consome bastante bateria.

GPS pode mastigar até 38% da bateria em áreas de sinal fraco

Um estudo realizado em 2016 por professores de engenharia do Reino Unido e da Arábia Saudita descobriu que o GPS consome 13% da bateria quando está atuando em uma área com sinal forte. Mas quando oposto acontece ele devora 38% — tudo bem, que a pesquisa foi feita com aparelhos já velhinhos, como o Samsung Galaxy Note 3 e o Sony Xperia Z5, mas essa diferença ilustra bem o que acontece.

A verdade é que a tecnologia do GPS está um pouco ultrapassada. Ela foi lançada pelos militares norte-americanos em 1995 e, mesmo com os avanços da tecnologia, ainda evolui e funciona de forma muito lenta. Demora entre 12 e 30 segundos para que um GPS receba a transmissão de um único satélite e esse tempo pode aumentar para 12 minutos caso a varredura seja completa.

“O problema é que a taxa de transmissão de dados de e para um satélite é muito lenta em comparação com as fibras ópticas. O GPS é o mais rápido que pode ser, mas ainda não tão rápido quanto qualquer coisa baseada em cabo”, diz Louis Madsen, professor da Virginia Tech, em entrevista ao The Verge.

Desligue a geolocalização dos apps para evitar descarga desnecessária

Os maiores “vilões” no consumo da bateria por conta do GPS ligado são os apps que usam geolocalização em suas funcionalidades básicas, a exemplo do Google Maps, Apple Maps, Waze, Uber, entre outros que respondem ao seu status de posicionamento físico em tempo real. Isso porque, além antena, esses softwares também consomem ao utilizar o display, os dados celulares e o download de dados em áreas de trânsito.

Assim, a maneira mais eficiente de diminuir o consumo excessivo é gerenciar melhor a ativação do GPS no sistema, desligar apps que ficam funcionando no segundo plano e ajustar melhor o brilho da tela. Além disso, é preciso estar sempre atualizando esses utilitários porque uma das principais otimizações que os desenvolvedores buscam é justamente menor gasto do tanque.