A Turing Space Industries (TSI), novo nome da companhia anteriormente conhecida como Turing Robotics Industries, anunciou nesta semana um novo smartphone no mínimo inusitado. O dispositivo traz duas telas, sendo uma delas móvel que se assemelha a um espelho retrovisor, e tem configurações avançadas.

Chamado de HubblePhone, ele terá dois decks independentes com telas AMOLED, suporte para rede 5G e sistema operacional Android. Além do visual inusitado, o dispositivo traz como destaque o fato de que cada tela é um gadget independente, com cada uma delas sendo equipada por um processador Snapdragon 855 (ainda não anunciado pela Qualcomm, vale mencionar).

HubblePhoneHubblePhone chega em 2023 custando US$ 2.749.

Serão ainda 8 GB de memória RAM e 512 GB para armazenamento interno, tudo isso compartilhado entre cada deck. A empresa promete ainda potência de sobra para integrar recursos de AR, VR, realidade mista e muito mais.

A tecnologia de ponta do HubblePhone conta ainda com recursos de leitura labial para dar comandos ao aparelho sem sequer pronunciar algo de fato, reconhecimento avançado a comandos de voz, alto falantes na área de giro dos decks, câmera principal de 60 megapixels e até mesmo um botão de rolagem em uma das laterais tal qual um mouse ou um radinho de pilha.

HubblePhoneAparelho terá câmera de 60 megapixels, garante a fabricante.

Em relação às câmeras, um dos decks traz, ainda, um módulo de 12 megapixels com abertura dinâmica de f/1.5-2.4, sensor de iluminação 3D e zoom óptico de 2x. A câmera secundária (traseira) do deck principal e a câmera do deck secundário têm as mesmas configurações da lente principal. Ao todo, então, serão quatro câmeras à disposição do usuário.

Quanto e quando

A TSI promete o seu novo aparelho para 2023 e avisa que ele custará a bagatela de US$ 2.749, algo que, convertido, passa dos R$ 10 mil. Resta saber, apenas, se a empresa conseguirá cumprir a sua promessa, visto que o Turing Phone, modelo da mesma companhia apresentado em 2015 como o celular mais seguro do mundo, sequer chegou a ser fabricado em massa e foi abandonado no começo de 2018, quando a empresa abriu um pedido de falência.