Esta não tem sido uma boa temporada para a ZTE. A companhia luta para se manter ativa depois de ser banida dos Estados Unidos, acusada de espionagem e por ter negociado com o Irã e a Coreia do Norte. Agora, o Departamento de Comércio dos Estados Unidos alivia um pouco para o lado da empresa, permitindo que ela siga fornecendo seus produtos e comprando tecnologia norte-americana. Isso, claro, somente depois dos chineses aceitarem todas as cláusulas do acordo e ainda permanecerem sob vigilância, com a possibilidade de voltarem para o limbo.

De acordo com o Engadget, as autoridades confirmaram que a ZTE aceitou depositar US$ 400 milhões em fundo, que pode ser perdido caso as sanções com o Irã e Coreia do Norte voltem a ser violadas. Além disso, o grupo oriental deve pagar uma pesada multa de US$ 1 bilhão e mudar vários cargos internos, incluindo os de liderança, com a presença de monitores para fiscalizar se a resolução continua sendo cumprido à risca — e essa inspeção constante tem prazo de dez anos.

Ainda que a notícia seja boa para a ZTE, ela ainda corre o risco de ser cortada novamente. Isso porque há uma grande resistência no Congresso e muitos senadores são completamente contrários à presença dos dispositivos da firma por lá. A FCC, a Anatel ianque, estuda até mesmo criar restrições para conjuntos considerados de “risco à segurança nacional” — o que afetaria não somente a ZTE como também a Huawei.