A RED, tradicional fabricante de câmeras digitais, anunciou em julho de 2017 a sua entrada no mercado de smartphones com o aparelho Hydrogen. O dispositivo tem como principal destaque a presença de uma câmera potente e de uma tela holográfica que, segundo quem já colocou as mãos nele, é capaz de reproduzir conteúdo com profundidade como em uma exibição em 3D.

Pois bem, apesar de certa expectativa em torno do portátil, será preciso esperar um pouco mais para vê-lo nas prateleiras.  Ele foi adiado pela segunda vez e deve chegar apenas em no final de 2018 — vale lembrar que ele foi inicialmente prometido para o primeiro trimestre de 2018 e posteriormente adiado para agosto.

A informação foi divulgada pelo fundador da RED Jim Jannard em uma postagem feita no fórum oficial da empresa, o REDUSER.net. Para tentar amenizar a frustração dos fãs, porém, ele anunciou que o tempo a mais ganhado pela companhia com os atrasos permitiu a implementação de um novo recurso no Hydrogen : a presença de dois pares de câmera, um na parte frontal e outro na parte traseira.

Originalmente, a ideia era que ele contasse apenas como uma lente em cada face, algo que poderia ser ampliado apenas com a utilização de módulos extras acoplados à peça. Mas essa necessidade ficou para trás, ao menos não é mais obrigatória para quem quer duas câmeras frontais e outras duas traseiras.

Enfim, seja a vontade de adicionar novos recursos o único motivo pelo atraso, fato é que a chegada do Hydrogen deve demorar um pouco mais. As únicas especificações confirmadas até agora são a tela de 5,7 polegadas, USB-C, áudio multidimensional e suporte para cartão microSD, mas a expectativa é que ele conte com bateria de 4.500 mAh e processador Snapdragon 835X.

O Hydrogen estrará disponível em duas versões: uma de alumínio com preço de US$ 1,2 mil (cerca de R$ 4,2 mil na cotação atual) e outra, de titânio, com preço oficial de US$ 1,6 mil (cerca de R$ 5,6 mil).