Samsung está preparando o terreno para a chegada da nova linha de smartphones top de linha da fabricante. O mais novo passo é o anúncio do Exynos 9810, o processador que será o responsável por rodar os futuros Galaxy S9 e Galaxy S9+.

O modelo traz oito núcleos, sendo quatro deles mais destinados ao desempenho geral e com clock de 2,9 GHz. Os outros quatro são de eficiência, ou seja, para ampliar a vida útil da bateria quando o aparelho não está em seu uso completo.

Segundo a fabricante, o chip traz economia de energia, o dobro de desempenho nos núcleos individualizados e 40% de melhorias em multi-core — informações que só serão confirmadas na prática quando começarem a sair os benchmarks dos dispositivos.

Em termos de conectividade, o Exynos 9810 deve atingir uma velocidade máxima de 1,2 Gbps e ter fotos e vídeos em máxima qualidade com estabilização em tempo real e aproveitando 4K em até 120 fps.

A fabricação é a partir da arquitetura FinFET de 10 nanômetros (nm) de segunda geração e a base dos cores está possivelmente nos Cortex-A75 e A-55, da ARM.

Inteligência artificial ao máximo

Além de todas as capacidades técnicas, a Samsung revelou que o chip vai lidar com redes neurais e deep learning para uma detecção de rosto e de objetos mais aprimorada. Isso deve resultar em funções nos moldes do que a Apple apresentou com o iPhone X, o como o desbloqueio via Face ID.

Dois processadores.

Outra novidade é uma unidade de processamento em separado para lidar com dados privados, informações sensíveis e de biometria.

Disponibilidade

É bem provável que todas essas novidades estejam bem próximas da realidade: a Samsung deve apresentar os dois smartphones top de linha que debutarão o Exynos 9810 durante a MWC 2018, que começa no final de fevereiro. Em alguns mercados o Galaxy S9 e S9+ podem sair com o Snapdragon 845, da Qualcomm, anunciado no final do ano passado.