Recentemente a Motorola incluiu na sua linha de Snaps aqui do Brasil o Gamepad, que transforma os celulares da linha Moto Z em um console portátil. Ele é muito prático, leve, tem um bom encaixe e vários botões, mas será que vale muito mais a pena que um controle bluetooth? É isso que vamos descobrir nessa análise que veio lá do Voxel. Nos nossos testes, usamos o aparelho Moto Z2 Force, e o review desse smartphone você confere no Tecmundo.

Conjunto completo de botões e visual elegante

O snap gamepad tem todos os botões que você espera - quatro gatilhos, dois direcionais analógicos com clique, um direcional digital, 4 botões, botão start, select e home. Nenhum dos botões tem diferença de sensibilidade ou pressão, e são puramente “liga-desliga”. Já os direcionais têm sensibilidade, e em um FPS dá para andar devagar ou rápido, por exemplo. Ele também tem uma saída P2 para fone de ouvido e uma porta USB-C própria, para poder ser carregado.

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Falando de cada um, os botões são um pouco duros. Já os direcionais analógicos são leves e responsivos. O único pequeno problema que tive foi com o direcional digital, que parece um pouco “encalhado” ­– quando joguei Donkey Kong os personagens davam uma leve engasgada na hora de andar. Jogar com o analógico foi bem mais responsivo e confortável.

O Gamepad é todo de plástico fosco, com decorações na parte de trás. Só os botões, direcional digital e gatilhos que são black piano, o que é bom porque não deixa ele todo cheio de marca de dedos. Ele também tem um buraquinho e vem com uma fita, para prender o gamepad no pulso e não correr o risco de deixar ele cair. No geral o visual é bem legal e elegante – um amigo me viu jogando e por dias achou que eu estava com o Nintendo Switch.

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Confortável e prático

Ele tem uma pegada até que confortável para um portátil, mas não é nada fantástico quando você compara com um controle. A leve textura do plástico ajuda a não escorregar, e o design da parte de trás também acomoda bem os dedos. Em nenhum momento ele parecia que ia escapar da minha mão.

O encaixe do celular é um ponto forte, mas também fraco. Explico – o encaixe é fácil, sutil e o celular fica super firme, e parece mesmo que você está jogando um portátil ao invés de um celular mais um acessório. Se precisar usar o celular para qualquer coisa que não seja jogar, é fácil continuar com o Gamepad, mas se preferir tirar, é rápido e simples. 

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Essa sensação de unidade é ótima, mas tem suas desvantagens. Em um jogo que não usa a tela em wide, mas sim de pé, não tem muito o que fazer – os controles não viram, então fica praticamente impossível de jogar. Se fosse um controle a parte, era só você virar o celular. No Gamepad, com tudo acoplado, não tem como. 

Bateria própria com boa durabilidade

Falando de bateria, ele tem uma própria, de 1035mAh. Na minha experiência, em 6h40 de jogo ele foi de 100% para 64% - mas isso não foi de uma vez só. Joguei mais ou menos 1h por dia, com jogos diferentes. Ele desceu 7% na primeira hora, nas outras 2h não mexeu nem 1%, e nas horas finais foi para 64%. No começo eu cheguei a desconfiar que ele estivesse drenando a bateria do celular, mas como não encontrei nenhuma configuração sobre o uso da bateria dele e do celular, fica difícil confirmar. Ele pode ser carregado pela porta USB-C própria, e se você colocar ele na tomada com o celular acoplado, o celular vai ser carregado também - primeiro ele, depois o gamepad, e não os dois ao mesmo tempo. 

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Preço nada camarada

Agora, chegamos no principal problema – o preço. Se comprado separado do celular, o preço oficial é de R$800. No pacote com o Moto Z2 play, que lembrando, não é o mesmo que usamos para os testes, ele sai por R$2499,99. É um valor bem salgado, e só dá para cogitar a compra no pacote, porque R$800 acaba sendo muito mais caro do que controles bluetooth e até mesmo do que alguns videogames portáteis.  

Vale a pena?

No final das contas, ele é um bom snap, com conjunto completo de botões, muito prático, compacto e leve tanto para carregar quanto para jogar, mas quando você pensa no preço e nas limitações, fica difícil defender o produto. Ele só vai funcionar com celulares moto Z e você não consegue jogar jogos de tela na vertical. Muitos dos snaps podem ter alguns desses problemas, mas muitos são realmente insubstituíveis. No caso do snap gamepad, um controle bluetooth e um apoio oferecem uma experiência muito parecida, claro que menos prática e compacta, mas muito mais barata.

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*O Moto Snap Gamepad foi enviado pela assessoria da marca

Review: Moto Snap Gamepad via Voxel