O novo Apple Watch com conectividade 4G não consegue mais acessar a rede celular na China, de acordo com uma publicação do The Wall Street Journal. Ao que parece, o governo chinês teria pedido para que as operadoras do país não permitissem o uso dos recursos no relógio por ainda não ter encontrado uma forma eficiente de rastrear o aparelho na rede.

Acontece que muitas pessoas já adquiriram o novo dispositivo justamente para poderem utilizá-lo sem a necessidade de ter um iPhone sempre por perto. Agora, entretanto, esses clientes estão com um relógio com exatamente os mesmos recursos da versão mais barata do aparelho, mas pagaram uma quantia significativamente superior para ter internet móvel direto no pulso.

Rumores indicam que a Apple não venderá a versão com 4G do novo Apple Watch no Brasil, mas não sabemos quais seriam as possíveis justificativas para tal.

De acordo com analistas da indústria mobile consultados pelo jornal, o governo chinês teria dado autorização para que a funcionalidade 4G do Apple Watch fosse testada, mas o recurso nunca chegou a ser oficialmente liberado para consumo. Mesmo assim, uma das três grandes operadoras chinesas, a China Unicon, estava habilitando os novos relógios em sua rede.

A mesma pessoa poderia aparecer em duas localidades diferentes no sistema de localização das operadoras chinesas, gerando problemas de segurança

O bloqueio teria sido feito pelo fato de o Apple Watch 4G contar com um sistema chamado eSIM ou “SIM embutido”. Em outras palavras, o chip para operadoras já vem inserido de fábrica, e as empresas de telecomunicações só precisam configurá-lo para o usuário. Isso estaria gerando um problema para o rastreamento de celulares porque esse eSIM replica o mesmo número de telefone do smartphone do usuário. Dessa forma, a mesma pessoa poderia aparecer em duas localidades diferentes no sistema de localização das operadoras chinesas, gerando “problemas de segurança”.

Nada disso foi de fato confirmado pelo governo chinês, e a China Unicon chegou a se manifestar afirmando que o recurso estava apenas em fase de testes. Não se sabe, entretanto, se a operadora chegou a vender relógios da Apple com conectividade 4G prometendo que a funcionalidade estaria presente indefinidamente.

Mais uma

Esse problema está sendo considerado mais um revés para a Apple, que já vem enfrentando uma série de problemas na China. A participação no mercado de smartphones da marca caiu de 15,6% em 2014 para 7% em 2017. Fora isso, o governo local bloqueou o iBooks e o iTunes na região, além de ter forçado da empresa a remover um bocado de apps da App Store, incluindo todos os que possuíam funcionalidade VPN.

Fora isso, a Qualcomm está processando a Maçã no país asiático e pedindo o banimento total dos iPhones no mercado chinês por conta de uma briga por patentes e pagamentos de royalties entre as duas empresas. Analistas não acreditam que a justiça chinesa irá decidir contra a Apple nesse caso, mas todas as possibilidades ainda estão abertas.

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