O Galaxy J5 Prime é a aposta da Samsung para competir no mercado de smartphones mais procurado aqui no Brasil, que é o de celulares que custam até R$ 1 mil. Como seria de se esperar, essa categoria traz dispositivos mais básicos, que foram pensados para atender às necessidades dos seus usuários, mas sem trazer poder de fogo o suficiente para tarefas mais pesadas.

Se você está interessado em saber como é o desempenho do dispositivo, então a resposta resumida é que ele consegue fazer o mínimo e tem um sensor de digitais interessante, mas não dá para esperar que o J5 Prime vá muito além disso. Dessa forma, se você tá a fim de um aparelho com força suficiente para jogos e apps um pouco mais pesados, então esse não é o Android que procura. Quer saber mais? Confira a nossa análise completa a seguir.

Desempenho bem fraco

Por mais que o processador do J5 Prime tenha ficado um pouco mais poderoso que o do antecessor direto, o Galaxy J5 Metal, o progresso não foi muito grande. A Samsung continuou apostando em um chip quad-core, e o aumento do clock para 1,4 GHz não foi o bastante para oferecer um desempenho realmente liso o tempo todo.

O Galaxy J5 Prime só tem força o suficiente para rodar bem as tarefas mais básicas

Não parecia que esse era o caso enquanto eu estava só usando o smartphone para trocar mensagens e mexer em aplicativos do sistema. O espaço interno de 32 GB já é bom para isso, mas fica melhor sabendo que é possível expandir o armazenamento com um cartão micro SD. Na maior parte do tempo, o J5 Prime fez tudo que eu queria sem sofrer com engasgos nessas tarefas mais básicas. No entanto, os bons ventos não duraram muito.

O primeiro mau sinal aconteceu com o app do Facebook, que deu engasgadas perceptíveis quando eu estava assistindo a vídeos na rede social. Esse problema pode até não acontecer o tempo todo, mas o fato de ele ser perceptível em um aparelho recém-tirado da caixa é algo bem incômodo. No começo, isso até não atrapalha muito, mas basta imaginar como vai estar o celular depois de um ou dois anos para começar a sentir desespero.

Na hora dos jogos, a coisa ficou mais visível. Games pesados só rodaram com os gráficos na pior qualidade possível, e mesmo assim ainda sofreram bastante com quedas de desempenho, engasgos e até travamentos. Ou seja, com o J5 Prime você vai ter que se contentar mesmo com títulos mais básicos, como Candy Crush – e até ele dá umas engasgadinhas leves de vez em quando.

Benchmarks

Para ver como o Galaxy J5 Prime se sai em comparação com seus principais concorrentes, o aparelho foi submetido a três aplicativos de benchmark. Os testes utilizados foram o 3DMark (Ice Storm Unlimited), o AnTuTu Benchmark 6 e o Vellamo Mobile Benchmark (HTML5 e Metal).

O 3D Mark oferece uma série de testes para benchmark de smartphones. Entre eles, o Ice Storm Unlimited permite comparar diretamente entre processadores e GPUs. A resolução do display é um fator que pode afetar o resultado final. Quanto maior a pontuação, melhor o desempenho.

O app AnTuTu 6 permite testar interface, CPU, GPU e memória RAM dos dispositivos. Os resultados são fornecidos individualmente e somados para gerar uma pontuação total. E aqui também vale a máxima para os pontos: quanto mais, melhor.

O Vellamo Mobile Benchmark aplica dois testes aos smartphones, avaliando o desempenho do celular durante o acesso de conteúdo na internet por meio de navegadores no primeiro e a performance do processador no segundo. Novamente, números maiores indicam resultados melhores.

Retrocesso na TouchWiz

Deixando o desempenho sofrível de lado, vamos falar de outro ponto que decepcionou um pouco no J5 Prime: o sistema operacional. Um celular novo chegar com o Android 6.0 Marshmallow em pleno 2017 já não seria muito legal em qualquer caso, mas no da TouchWiz do J5 Prime isso pesa um pouco mais.

É estranho que a Samsung tenha trazido sua interface antiga para o aparelho mesmo depois de ter levado uma versão bem melhor do Marshmallow para os Galaxys A5 e A7 deste ano. É um retrocesso realmente difícil de entender – e talvez até explique alguns dos problemas de desempenho que mencionei mais acima. O jeito é torcer para chegar logo uma atualização para o Nougat e que isso deixe o sistema operacional mais ágil e agradável.

Visual aprimorado

Por mais que o J5 do ano passado se chamasse Metal, a verdade é que só as laterais dele eram feitas desse material. A tampa da traseira era feita de plástico. Agora que o J5 trocou o nome Metal pelo Prime, a Samsung resolveu fazer a traseira inteira em alumínio – e o resultado foi bastante positivo.

O estilo do smartphone continua seguindo as mesmas linhas gerais de design da Samsung, mas o corpo inteiro em metal tem um visual mais elegante que o do antecessor. A pegada também é confortável e o aparelho não é escorregadio. Além disso, não dá para negar que o celular parece bem mais resistente que o do ano passado. Podemos dizer que o design melhorou de forma geral.

Tela sem destaque

Na tela, o Galaxy J5 Prime não veio com um painel Super AMOLED da Samsung, mas sim com um PLS TFT LCD de 5 polegadas. A qualidade da reprodução de cores não é das melhores, mas pareceu boa para mim na maior parte do tempo – e a mesma coisa vale para o nível de contraste e a força do brilho, bons o bastante para permitir que você use o celular em qualquer lugar.

O que mais me incomodou no display foi o fato de a resolução da tela ainda ser apenas HD, enquanto já dá para encontrar celulares com display Full HD na mesma faixa de preço. É o caso do Moto G5, que custa a mesma coisa que o J5 Prime, e até do próprio J7 Prime, que é só um pouco mais caro.

Câmeras: evolução modesta

As câmeras do Galaxy J5 Prime evoluíram em comparação com o modelo do ano passado, mas não muito. A definição da traseira continua sendo 13 MP, o que garante um bom nível de detalhes nas imagens em lugares bem iluminados. As fotos tiradas em ambientes abertos saem legais para quem quer só postar nas redes sociais, mas cenas com cores mais suaves ficaram bastante esbranquiçadas. Já em lugares escuros, as fotos acabam ficando ruinzinhas.

A câmera frontal só apresentou bons resultados nas selfies feitas com luz do Sol. Ambientes internos bem iluminados mostraram um pouco de ruído, e no caso de lugares escuros o resultado é simplesmente ruim. Nem o flash frontal ajuda muito, como você pode ver na galeria mais abaixo. Nos vídeos, a resolução Full HD garante um bom nível de detalhes, mas as cores continuam parecendo mais fracas do que deveriam.

Bateria só para o básico

Seguindo para a bateria, esse é outro ponto em que o J5 Prime não se destaca. Nos nossos testes de stress, o celular aguentou 7 horas e 41 minutos de reprodução contínua de vídeo no YouTube e com o brilho da tela no máximo. Esse não é o pior resultado que a gente já viu, mas também está longe de ser um dos melhores.

O aparelho não foi feito para uso intensivo, mas sim para utilização mais moderada

Em todo caso, também não é como se esse fosse um aparelho indicado para uso intensivo. O público-alvo do J5 Prime é quem precisa só de um aparelho para acessar redes sociais e responder algumas mensagens de vez em quando. Se esse é o uso que você pretende fazer do dispositivo, então a bateria consegue durar um dia inteiro sem problemas. Em todo caso, também vale mencionar que a recarga de 0% a 100% leva pelo menos 2 horas e meia.

Extras

Uma coisa legal que vale a pena falar sobre o Galaxy J5 Prime é que ele vem com um leitor de digitais em uma posição boa, na frente do celular. O desbloqueio da tela é rápido e funciona mesmo com a tela apagada, o que é melhor do que vemos em alguns concorrentes. Outro ponto interessante é o fato de ele ter espaços separados tanto para os dois chips de operadora quanto para o cartão micro SD.

Além disso, a saída de som fica na lateral do celular, o que ainda não é a posição ideal, mas é mais difícil de tampar com a mão do que se fosse na parte de baixo do smartphone. O volume consegue chegar a níveis fortes, mas rola um pouco de distorção se você se aproximar do máximo.

Vale a pena?

Por mais que seja claro que o Galaxy J5 Prime é um aparelho voltado para quem quer um celular mais básico, a quantidade de pontos negativos simplesmente é grande demais. Mesmo que nem tudo seja completamente ruim e que o design tenha melhorado de um ano para cá, o quesito desempenho realmente deixa muito a desejar para um celular que custa R$ 1 mil.

Devemos considerar ainda que dá para encontrar smartphones melhores em praticamente todos os aspectos na mesma faixa de preço, como é o caso do Moto G5, por exemplo. Com isso em mente, o J5 Prime acaba não valendo a pena nem para quem é muito fã da Samsung.

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E aí, o que você achou do Galaxy J5 Prime? Mande sua opinião nos comentários abaixo e aproveite para mandar quaisquer dúvidas que tenham sobrado. Se mesmo depois de tudo isso você ainda quiser comprar o aparelho, confira os links com preços bacanas mais abaixo.

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