O disco rígido, como você já deve saber, é o dispositivo do computador responsável pelo armazenamento permanente de dados. Ao contrário da memória RAM que é volátil, o disco rígido é capaz de preservar os dados guardados, mesmo na ausência de corrente elétrica. Por isso é possível desligar computador sem que você perca o sistema operacional, os programas instalados, arquivos pessoais, entre outros.

O que poucos sabem é que, assim como outros dispositivos do computador, um disco rígido pode ser utilizado de forma que se obtenha o máximo de desempenho dele. Apesar dos equipamentos mais novos oferecerem taxas de transferência relativamente altas, maior quantidade de memória de acesso rápido (cache) e assim por diante, na prática pode ocorrer deles trabalharem abaixo da capacidade esperada. Antes de entender como possível realizar essa melhora, é preciso conhecer como os discos rígidos trabalham.

Para entender como um HD (disco rígido) funciona, é preciso reconhecer ao menos dois itens: os pratos e a cabeça (ou cabeçote). Os pratos são discos de metais recobertos por uma camada magnética e por uma segunda com a função protetora. Os dados são armazenados exatamente neles. A cabeça é componente responsável por gravar e ler esses dados. Confira a ilustração abaixo:

Interior de um disco rígido.

O processo de leitura e gravação de faz da seguinte maneira: os pratos são rotacionados por um motor e a cabeça se movimenta, entre o centro e a extremidade do disco, em um eixo fixo, lendo e gravando os dados. No processo de gravação, os dados são alocados seqüencialmente a partir da extremidade do disco. É claro que o processo é mais complexo, mas devido ao tema do artigo, não iremos estendê-lo aqui.

Como você pôde observar, os dados começam a ser gravados a partir da parte mais externa do disco. Isso ocorre porque o trabalho do braço, componente que movimenta a cabeça, nessa região é menor e, conseqüentemente, mais rápido. E é nessa característica que vamos trabalhar para melhor aproveitar o disco.

É idéia é simples: particionar o disco conforme os tipos de dados que você possui e utilizar as partições mais periféricas para os dados que requerem maior desempenho. Criar partições é como separar o disco rígido em zonas, delimitando áreas que agilizarão o acesso aos dados. Isso é fácil na teoria e na prática — desde que, é claro, você saiba particionar um disco. Para ilustrar, vamos tomar como exemplo um HD com 250Gb de capacidade, utilizado para jogar, armazenar músicas, fotos etc., e realizar trabalhos nos mais variados aplicativos.

Para este, criaremos três partições, respectivamente: uma com 120Gb, uma com 30gb e outra com 100Gb. Na primeira, instalaremos jogos, aplicativos pesados e o arquivo de memória virtual (swap) do Windows. Isso porque esse tipo de dados exige o máximo de desempenho e um bom espaço livre.

No segundo, instalaremos o sistema operacional e aplicativos simples utilizados no dia a dia, como mensageiros instantâneos, processadores de texto, players de áudio e assim por diante. São dados intermediários que não necessitam de desempenho extremo para executarem adequadamente. Como armazenará apenas o sistema operacional e aplicações leves, não é necessário alocar muito espaço para esta partição.
 
No último, colocaremos todos os dados que exigem o mínimo de desempenho do disco, tais como arquivos de backup, músicas, fotos, documentos, entre outros. Para a prova real, realize o teste de análise de desempenho antes e depois do particionamento com o aplicativo SiSoftware Sandra Lite.
($InsereProgs$)($CODInsereProgs$)41433,50592,47307,47851,21941,38354($/CODInsereProgs$)

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