Em 2065 ninguém mais vai precisar de médiuns (Fonte da imagem: Reprodução/Secrets of the FED)

A maioria dos seus amigos no Facebook, se não todos, está viva, certo? Quer dizer, são pessoas que ainda habitam a superfície da Terra, caminham de um lado para o outro, trabalham, estudam, se reproduzem e tudo o mais que humanos gostam de fazer. Essa situação não deve ser mais tão natural em 2065, o ano em que o Facebook poderia ter mais perfis de gente morta que de pessoas vivas. Assustador, não?

Essa data não foi produto de uma suposição qualquer, mas sim de uma análise simples da taxa de mortalidade dos usuários da rede social comparada à taxa de criação de novos perfis. Atualmente, existe algo entre 10 e 20 milhões de perfis de pessoas que não estão mais entre nós na rede social. Vamos descartar aqui as possibilidades de contas desativadas por conta do óbito e outras situações para simplificar. Com isso, é possível dizer que o pessoal que entrou na rede social nas primeiras décadas deste século (2000-2020) estará na “idade crítica” em 2065, faixa com a maior taxa de mortalidade ao redor do mundo.

Fora isso, levando em conta que, apenas nos EUA, cerca de 290 mil usuários do Facebook devem morrer até o fim deste ano, é possível replicar essa taxa para alguns milhões no mundo todo nesse período.

O que se tira disso?

Analisando essas duas expectativas para os usuários da rede social, o pessoal do “What if” calcula que existem dois cenários para a quantidade de mortos superar a quantidade de vivos na rede social.

A primeira leva em conta que, com o tempo, o Facebook vai começar a perder popularidade, de forma gradual, o que diminuiria a quantidade de novos perfis com o passar do tempo. Dessa maneira, por volta de 2065 os vivos não teriam mais a supremacia na plataforma.

Outro cenário supõe que, milagrosamente, o Facebook não deixaria de ganhar novos usuários. Ou seja, uma rede social eterna, limitada apenas pela quantidade de pessoas no planeta. Mesmo assim, os mortos tomariam conta da plataforma, só que um pouco mais tarde, em 2130.

Como não existem estudos que conseguem prever exatamente a vida útil das redes sociais, tudo o que se pode fazer é calcular essas estimativas de longa data. Mesmo assim, é bastante improvável que qualquer uma dessas previsões de fato correspondam à realidade no futuro, já que, com nossa breve experiência na internet, é quase certo que o Facebook não deve durar até 2065 ou ainda 2130.

Mas, se um dia isso acontecesse, como você se sentiria olhando a sua lista de amigos e se lembrando dos velórios de cada um? Imagine o tamanho da depressão.

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