O sistema operacional Cyanogen começa, pouco a pouco, a sentir conforto no mercado. A concorrência certamente ficará incomodada, e a supremacia de Android e iOS vai ser posta em xeque. A fabricante BLU está produzindo smartphones com o Cyanogen, e todos virão sem qualquer aplicativo da Google.

Para quem não conhece, a BLU fabrica aparelhos intermediários que têm boa relação custo-benefício. Os detalhes ainda são escassos, mas o smartphone com Cyanogen deve ser apresentado ao público até o final deste ano. Sabe-se que o aparelho terá uma variedade de apps e serviços que substituirão aquilo que a Google oferece.

Confira alguns exemplos de quais apps o CEO da BLU pensa em usar para substituir os mais populares da dona do Android:

  • Loja de apps da Amazon para baixar jogos e novos aplicativos
  • Navegador Opera
  • Serviço Nokia Here para mapas e navegação
  • Dropbox e OneDrive para armazenamento na nuvem
  • Spotify para música
  • Bing como mecanismo de busca
  • Cortana como substituto do Google Now

E como isso pode fazer sucesso? “Uma bala na testa da Google”

Essa é a grande questão que gira em torno da BLU e do mercado: um aparelho que não é iOS, nem Android, nem Windows Phone? Como se sobressair? E a questão maior é: por que fazer isso? Kirt McMaster, o CEO da companhia, promete “tomar o Android da Google” e reiterou essa promessa ao declarar que acredita que sua empresa colocará uma “bala na testa da Google”.

A essa altura do campeonato, no entanto, os motivos ainda não estão claros e não há uma estratégia tão delineada assim. Alguns especialistas fazem, com a BLU, uma analogia àquela criança egoísta que toma o brinquedo de todas as outras e fica brincando sozinha, sem ninguém entender direito o porquê.

“Talvez a razão não esteja clara a alguém não envolvido com os afazeres diários da empresa, mas nossa ideia em fazer um novo sistema operacional  com um ecossistema inédito e novos serviços não significa que vamos ‘ferrar’ com tudo que seja da Google, mas sim substituir os serviços com ofertas de outras empresas”, contou McMaster.

O claro intuito de ser um “rival” da Google também é uma incógnita aos olhos da indústria e da mídia. Resta depositar as esperanças em respostas que venham antes do lançamento do smartphone, previsto para chegar ao mercado até o final deste ano.

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