Enquanto você fica aí exigindo que os serviços de streaming ofereçam transmissão de áudio na qualidade FLAC, o norte-americano Steve Stepp faz rios de dinheiro com um setor que muita gente acha que já morreu faz tempo: o de fitas cassete. Ele é o CEO da National Audio Company (NAC), uma das poucas empresas que ainda fabricam e comercializam essas mídias tão antigas.

Mas não pense que Stepp está passando por dificuldades financeiras com a ascensão das novas tecnologias. Em uma recente entrevista concedida ao site Blomberg Business, o executivo afirma que as fitas cassete ainda fazem um sucesso absurdo e que sua companhia fabricou mais de 10 milhões de unidades durante o ano passado. Não satisfeito, o estadunidense comenta ainda que as vendas aumentaram em 20% durante 2015.

“Nosso modelo de negócio pode ser descrito como teimoso e estúpido. Fomos teimosos demais para desistir”, afirma Stepp. A NAC possui acordos com as principais gravadoras do mundo – incluindo a Sony Music Entertainment e a Universal Music Group –, além de trabalhar também com artistas independentes. Cerca de 70% do faturamento da empresa provém da venda de fitas gravadas; todo o resto é oriundo da comercialização de mídias virgens.

Fábrica da National Audio Company ainda possui equipamentos usados desde sua inauguração

Fundada em 1969, a NAC é uma das únicas empresas do mundo que persistem no mercado de fitas magnéticas, e talvez seja este o segredo do sucesso – por não ter concorrentes, a empresa automaticamente monopoliza esse segmento. “É provável que o principal motivo de nosso crescimento tenha sido o movimento retrô. É muito nostálgico segurar uma fita cassete em suas mãos”, finaliza Stepp.

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