Por mais que a situação seja hilária, este pode ser considerado um momento histórico para a tecnologia: um robô suíço foi detido pela polícia após usar bitcoins para adquirir uma grande quantia de itens ilegais pela internet.

Navegando pelo Agora (um famoso marketplace hospedado na Deep Web), o bot comprou comprimidos de ectasy, um passaporte húngaro, alguns pendrives, um boné de baseball com uma câmera escondida, tênis falsificados da Nike, um par de calças jeans, uma latinha de refrigerante Sprite e cinco maços de cigarros Chesterfield. Todos os itens estavam sendo enviados para a galeria de arte Kunst Halle Sankt Gallen.

Batizado como Random Darknet Shopper, o robô foi programado por um coletivo de artistas autodenominado !Mediengruppe Bitnik e atuou durante quase um mês, sendo alimentado com US$ 100 em bitcoins toda semana para gastar do jeito que ele quisesse. A ideia do grupo era organizar uma mostra com os itens adquiridos pelo bot contraventor. Porém, após a compra da droga sintetizada, um promotor suíço resolveu confiscar – ou prender, se você preferir – o bot viciado em compras.

A postura da Justiça suíça foi encarada pelo !Mediengruppe Bitnik como “um injustificada intervenção contra a liberdade artística. Após maiores debates com o coletivo, porém, as autoridades resolveram devolver não apenas o Random Darknet Shopper, mas também todos os itens que ele havia comprado (com exceção das pílulas de ectasy, que foram efetivamente destruídas). Ainda assim, o episódio deixou o questionamento no ar: é possível que um robô, que nada mais é do que um simples software, ser preso e responder por seus crimes?

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