O tempo está tão presente em nossas vidas que dificilmente paramos para pensar nele. Muitas vezes até deixamos para pensar mais tarde sobre essa e outras questões, já que estamos constantemente correndo contra o relógio. E até para postergar essa reflexão, precisamos do tempo. Afinal, quando é mais tarde? Ou melhor, quanto é mais tarde a partir de agora?

Não é fácil definir o que é o tempo. Podemos assumir que é o intervalo que se passa entre dois eventos, por exemplo. Tempo é o que você usou, sem querer, para ler este artigo, do título até o fim deste parágrafo, por exemplo.

Não é à toa que desde a antiguidade tentamos medir o tempo. No ano de 3500 a.C., por exemplo, os egípcios já tinham construído obeliscos de quatro lados, posicionados em locais estratégicos, que indicavam o passar do dia através da sombra projetada pelo sol. Mais tarde essa técnica foi aperfeiçoada e o dia foi dividido em porções menores, com marcas na base do obelisco. Era o começo dos relógios de sol.

Depois disso, a humanidade aperfeiçoou a maneira de medir o tempo e nossas técnicas foram desenvolvidas: astros celestes, água, engrenagens mecânicas, cristais de quartzo. Com isso ganhamos outra forma de definir o que é o tempo: o momento indicado pelo relógio.

Quanto vale um segundo?

A unidade de medida básica de um relógio é o segundo. Mas como é que definimos o valor de um segundo?

Qual é o valor de um segundo?A primeira definição do segundo veio com a rotação do planeta Terra, definindo-o como uma determinada fração do dia solar. Mas com o passar do tempo, percebeu-se que a rotação do nosso planeta é imprecisa e, portanto, o valor do segundo podia variar.

Então a medida passou a ser estabelecida com base no movimento de translação da Terra. Mas o tempo que levamos para percorrer nossa órbita ao redor do sol, também pode variar. Depois de muitas pesquisas para obtermos um medidor confiável, chegamos ao modelo atômico, em que o segundo é definido pela duração da transição de dois níveis de energia de um átomo ou molécula.

Este é o modelo atual, definido pelo Comitê Internacional de Pesos e Medidas. Para ser mais preciso, usa-se um átomo de césio a uma temperatura próxima de 0 K (zero absoluto), ou seja, a quase -273,15 graus Celsius.

A precisão do relógio atômico

Por mais que os nossos relógios, tanto os físicos quanto os presentes no computador em forma de software, estejam configurados de acordo com o padrão internacional de medidas, eles estão sujeitos a falhas.

Não é raro um relógio de parede que atrasa porque a carga de uma pilha está se esgotando, ou um computador que muda para o horário de verão antes do tempo. Além disso, esses relógios podem ser simplesmente ajustados manualmente, sem complicações. É natural, portanto, que procuremos uma fonte única de consulta às horas, que seja confiável e esteja disponível o tempo todo.

Relógio atômico do Observatório Naval dos Estados Unidos

Embora ainda não seja perfeito, o relógio atômico é o modelo mais confiável que temos. Ele atrasa um segundo a cada 65 mil anos. Alterar o horário de um desses relógios envolveria uma operação de nível atômico, praticamente impossível de ser realizada.

Desculpa o atraso...

Manter a hora certa no computador é essencial para o bom funcionamento do sistema. Diversos softwares podem ser sensíveis a uma eventual mudança de horário ou data da máquina.

O sistema de arquivos, por exemplo, marca o momento da criação e de modificações de arquivos. Caso o relógio do sistema se atrase, algum software pode não funcionar bem ao lidar com um arquivo que foi, logicamente, “criado no futuro”.

Além disso, imagine um sistema bancário, por exemplo, no qual a data e o horário das transações são essenciais. Se cada computador ligado na rede desse sistema estiver com uma data diferente, vai ser impossível manter a consistência dessas informações.

Entre os sistemas que podem ser prejudicados por um relógio mal-ajustado, estão:

  • bancos de dados;
  • softwares de controle de versão, como o CVS, SVN ou GIT; 
  • sistemas de backup; 
  • agendadores de tarefas; 
  • algoritmos de criptografia que fazem uso da data e hora do sistema; aplicações de tempo real;
  • e qualquer sistema que dependa do bom funcionamento do relógio da sua máquina, como acesso a home banking e envio da declaração do imposto de renda.

    Assiduidade tupiniquim

    No Brasil, a hora oficial do país é administrada pela Divisão Serviço da Hora (DSHO), do Observatório Nacional. O órgão tem como objetivo gerar, além de realizar pesquisas no campo da metrologia de tempo e frequência, distribuir e manter a Hora Legal brasileira, prevista na nossa legislação desde 1913.

    Na sede do Observatório Nacional (ON), que fica no Rio de Janeiro, estão dois relógios atômicos de césio 133. É através deles que os brasileiros podem sincronizar os seus relógios, consultando-os pela internet com um programa para Windows fornecido pelo próprio ON. Basta descompactar o pacote ZIP e executar o software. O relógio do sistema será automaticamente ajustado.

    Habilite a sincronização do relógio no Windows 7

    Além disso, você também pode verificar se o seu computador está sincronizando automaticamente com algum servidor de horário disponível na internet. Para isso, clique com o botão direito sobre o relógio do Windows e selecione a opção “Ajustar data/hora”. A informação está disponível na aba “Horário na internet”. A configuração do serviço pode ser feita através do botão “Alterar configurações”.

    Os principais sistemas operacionais possuem suporte para a sincronização de horário através da internet, incluindo o Linux e o Mac OS X. De qualquer forma, o horário oficial do Brasil também pode ser consultado online, através do site do serviço.

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