(Fonte da imagem: Divulgação/Apple)

Paredes com quadros de anotações, vários aparatos e outras coisas que dariam a impressão de estarmos na sala secreta de um quartel-general. Para alguns, o lugar onde a Apple deu início ao desenvolvimento do iPhone pode ter um aspecto parecido com esse, mas acredite: o “berço” do smartphone fica bem longe desse conceito. 

A foto que você vê acima foi divulgada no blog do The Wall Street Journal e mostra que o lugar onde foram realizadas as reuniões das quais vieram as ideias para o aparelho não tinha um aspecto muito diferente de outras salas que existem para esse propósito. Greg Christie, um dos engenheiros que trabalhou no projeto, fez alguns comentários sobre o local à equipe do site. 

Segundo Christie, as paredes tinham marcas de dano por conta de vazamentos ocorridos em um banheiro que ficava ao lado da sala. Também haviam algumas imagens nas paredes, como um pôster com os dizeres “Think Different” (traduzindo, “pense diferente”) feito pelo designer Paul Rand e outro com uma galinha sem cabeça correndo. 

(Fonte da imagem: Reprodução/Caverna do Troll)

O ultimato de Steve Jobs 

No bate-papo com o blog do The Wall Street Journal, Christie também comentou que o time que trabalhou no iPhone era “realmente muito pequeno”. Durante o processo, o grupo descartou muitas ideias para o aparelho (que nessa época era conhecido pelo codinome “Project Purple”), até chegar ao ponto em que Steve Jobs deu a eles um ultimato e duas semanas para definir algo – do contrário o projeto seria passado para outra equipe. 

Foi durante esse período de duas semanas, por exemplo, que surgiram algumas ideias que seriam utilizadas em vários aparelhos posteriormente, como a de desbloqueá-lo deslizando o dedo sobre a sua tela.

A página do The Wall Street Journal também informa que a pressão feita por Jobs fez com que a equipe de desenvolvimento “batesse a cabeça contra a parede” para, por exemplo, alterar o esquema de exibição de mensagens. Isso fez com que elas passassem de textos individuais para uma série de conversas em sequência, como visto em programas como o Skype. 

Outra informação dada por Christie é que, após esse período, o grupo que estava trabalhando no iPhone entrou numa “maratona de dois anos e meio”, na qual Jobs estava obcecado para saber de cada detalhe do projeto. Isso levou o time a preparar diversas apresentações e exibi-las ao chefe numa sala fechada, procedimento que era realizado duas vezes ao mês.

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