Ele é suíço, tem 54 anos e ficou conhecido em todo o planeta pelo nome que poderia ser de um verdadeiro super-herói. Estamos falando de Yves Rossy, que também é chamado de Jetman, por causa de sua habilidade pouco usual. Ele é capaz de voar praticamente sozinho, graças a um equipamento que ele mesmo desenvolveu e que funciona como um pequeno avião particular.

Para sermos mais específicos, o equipamento faz com que o próprio Jetman se transforme em um pedaço do avião. Isso mesmo, ele é acoplado ao homem, que possui a tarefa de controlar os equipamentos e o direcionamento deles com o próprio corpo. A parte mecânica fica restrita às asas e aos motores, que conseguem alçar Rossy a velocidades impressionantes.

Com o seu projeto poderoso, Jetman já percorreu o mundo todo e participou de exibições aéreas em diversos países, incluindo o Brasil. Mas o que há por baixo das asas que ele utiliza? Quais os combustíveis e as proteções necessárias para que ele consiga desempenhar seus voos sem maiores riscos? Vamos descobrir agora mesmo.

As asas poderosas

Quando observamos o jato que se integra a Yves Rossy, fica difícil não prestar atenção nas asas do equipamento. Elas possuem envergadura de quase 2,5 metros e são as responsáveis pela estabilidade do Jetman quando ele está desenvolvendo suas velocidades altíssimas durante a realização seus voos. E, além disso, é nessa estrutura em que estão anexadas as turbinas — que são essenciais no processo.

As turbinas Jet-Cat P200, quatro no total, são capazes de oferecer 88 quilogramas de propulsão. Isso gera força suficiente para elevar o Jetman por 330 metros a cada minuto, em velocidades que podem chegar aos 180 km/h. No processo de descida, a velocidade é ainda maior e chega aos 300 km/h, pois conta com a ajuda da gravidade para acelerar os sistemas.

Analisando os períodos de subida, descida e percurso em altitude estável, Yves Rossy afirma que a velocidade média do equipamento fica perto dos 200 km/h. Para isso, o tanque de combustíveis é abastecido com 30 litros de querosene combustível — similar ao utilizado em aviões, mas com a adição de 5% de óleo de turbinas, que é empregado na lubrificação dos sistemas.

Decolagem? Quase isso...

Para voar com o traje de Jetman, Yves Rossi precisa partir de uma base já no alto — pois isso permite um melhor aproveitamento dos combustíveis, que seriam queimados rapidamente em uma decolagem a partir do solo. Geralmente, isso acontece a partir de helicópteros ou aviões pequenos, similares aos utilizados para saltos de paraquedas. E após os dez minutos de autonomia do voo, o que acontece?

O Jetman não possui rodas e, por isso, precisa de um pouso praticamente vertical — ao contrário de aviões, que podem ser estabilizados quase horizontalmente antes de tocar o solo. Por isso, Yves Rossy desativa os jatos e conta com o auxílio de paraquedas para conseguir reduzir a velocidade na aterrissagem, o que é vital para garantir a segurança dele.

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Gostou de conhecer um pouco mais dos equipamentos utilizados pelo Jetman? Certamente a pilotagem de um jato como esse deve ser muito divertida, mas ainda é bem restrita. Pois é, Yves Rossy não produz os materiais comercialmente e somente ele pode pilotar nas exibições que faz ao redor do mundo. Além disso, a baixa autonomia não permite que sejam realizados voos para viagens reais e ele é limitado à demonstração para o público.

Será que algum dia será possível ver equipamentos como o utilizado pelo Jetman sendo vendidos para os consumidores comuns — ou pelo menos para aqueles que possuírem licença de voo? Isso é difícil de responder, mas certamente seria muito legal poder dar uma volta nesse tipo de veículo aéreo. 

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