Nem os profissionais conseguem fraudar um espectro de ruídos (Fonte da imagem: iStock)

Gravações de áudio funcionam, muitas vezes, como provas de alguns crimes nos tribunais. Mas ao contrário do que acontece com vídeos — em que os cortes são muito evidentes —, nem sempre é possível saber se estamos em frente a uma montagem. Porém, uma nova técnica criada pela Polícia Metropolitana de Londres (Inglaterra) pode fazer com que as gravações passem por comprovações muito mais confiáveis.

É sabido que fontes de energia elétrica emitem ruídos durante todo o tempo. Mesmo que não as ouçamos naturalmente, aparelhos de captura de áudio sempre as detectam em espectros muito curtos. E também é fato que cada local registra essa “marca elétrica” de uma maneira diferente, de acordo com a quantidade de energia existente — um grande gerador afeta mais do que uma tomada caseira, por exemplo.

Para chegar a essa técnica de análises, os responsáveis gravaram e registraram todas as oscilações possíveis em uma rede elétrica estável durante sete anos seguidos e sem interrupções — isso mesmo, durante as 24 horas de cada um dos 365 dias —, interpretando todas as oscilações possíveis para criar o sistema mais confiável que fosse possível.

Como isso pode ajudar a justiça?

Com base nos estudos sobre a marca que a eletricidade deixa nas gravações, os cientistas ligados à Polícia Metropolitana de Londres chegaram à conclusão de que cada registro sonoro possui uma constância nos espectros. Logo, qualquer alteração nessa sequência pode significar um corte na gravação, deixando evidente qualquer tentativa de montagem nas conversas — o que significaria a criação de uma prova falsa.

Desse modo, qualquer prova apresentada pelos advogados ou promotores poderia ser analisada com esse sistema. Caso os peritos não encontrem nenhuma alteração nos ruídos, fica claro que estão diante de uma gravação autêntica. Caso contrário, as chances de uma prova fraudada são bem grandes.

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