Talvez você já tenha ouvido falar do termo FLOPS, mas você sabe ao certo dizer o que ele significa e qual a sua real importância para o mundo da informática? Se alguma vez você já leu algum artigo sobre supercomputadores ou mesmo sobre máquinas com alta capacidade de processamento é bem provável que em algum momento os FLOPS tenham sido citados.

Traduzindo: FLOPS nada mais é do que um acrônimo para o termo floating point operations per second, ou seja, operações de ponto flutuante por segundo. Os FLOPS são uma unidade de medida que serve para mensurar a capacidade de processamento de um computador, no caso, a quantidade de operações de ponto flutuante.

Os pontos flutuantes são simplesmente o número de operações e cálculos de processamento que um computador é capaz de fazer em um segundo. Como os computadores em geral realizam têm a capacidade de realizar milhares de operações por segundo, contá-las uma a uma não só é inviável como também desnecessário.

Para isso foram adotados alguns múltiplos de unidade, que facilitam a explicação da capacidade de processamento e, também, evitam a utilização de uma enorme quantidade de zeros. Os prefixos adotados são populares no mundo da informática e você já deve estar familiarizado com eles.

Tabela de desempenho de processamento


Como você pode ver na tabela acima um megaflops (MFLOPS) corresponde a 106 operações por segundo, ou seja, um milhão de operações por segundo. A unidade de medida seguinte é de 1 gigaflops (GFLOPS), que corresponde a 109 operações por segundo – ou um bilhão de operações. As medidas seguintes são da mesma ordem. Assim, um teraflops (TFLOPS) corresponde a um trilhão de operações, um petaflops (PFLOPS) corresponde a um quatrilhão de operações e, assim, sucessivamente.

Indo além dos números

Milhões, bilhões e trilhões. É bem possível que essas referências não tenham nenhuma relevância para você. Vamos transformar esses números em algo mais próximo de nosso dia a dia. Uma calculadora simples, que faça as quatro operações básicas (adição, subtração, multiplicação e divisão) tem uma capacidade de processamento de 10 FLOPS.

Na década de 70, os supercomputadores da época atingiram a marca de 100 megaflops. Traduzindo os números para a realidade dos usuários 100 megaflops equivalem à capacidade de processamento de um Pentium de 60 MHz.

Exemplo de supercomputador da NASA


Somente na década de 80 que a marca de um gigaflops foi atingida, com o supercomputador Cray-XMP da Seymour. Ironicamente esse supercomputador hoje também está defasado, já que sua capacidade de processamento equivale a um Pentium II de 350 MHz.

Em 2007, um supercomputador criado pela empresa japonesa, em parceria com a Hitachi, a Intel e a NEC, atingiu a marca de um petaflops. Nele foram associados 4808 processadores Xeon Dual-Core. O resultado equivale a impressionante marca de um quatrilhão de operações por segundo.

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