(Fonte da imagem: Reprodução/Thinkstock)

A roda é uma invenção razoavelmente recente. Estima-se que foi criada por volta de 3.500 a.C., quando já fazíamos contas de matemática e manipulávamos metais para a criação de ferramentas. Antes, quando nossos ancestrais precisavam transportar algo pesado de um lugar para o outro, eles não podiam recorrer à ajuda de veículos ou carrinhos de mão. Por isso, nossos parentes distantes eram obrigados a empurrar ou carregar o que devia ser transportado, esforçando-se bastante.

Por incrível que pareça, a raça humana passou dezenas de milhares de anos (talvez centenas de milhares) sem a roda. Como é possível que eles não tenham pensado nisso antes? De acordo com Jonnie Hughes, autor do livro “On the Origin of Tepees: The Evolution of Ideas”, a roda não foi inventada rapidamente e de uma vez, como solução pronta. Pelo contrário, foram necessários diversos passos para que ela se aproximasse da imagem que temos hoje.

Em um artigo para a NPR, Hughes explica como foi que a humanidade poder ter concebido esse invento incrível:

Trocos de árvore ajudavam a transportar objetos pesados (Fonte da imagem: NPR)

Passo 1: uso de troncos como facilitadores para o transporte. Depois de rolar o objeto por cima do cilindro, era necessário prepara-lo novamente antes de prosseguir com o transporte.

Diminuição de atrito com a ajuda de uma tábua (Fonte da imagem: NPR)

Passo 2: a inclusão de uma tábua entre o tronco e o objeto que deveria ser transportado ajuda a diminuir o atrito entre eles.

Lâminas laterais ajudam a diminuir ainda mais o atrito (Fonte da imagem: NPR)

Passo 3: o atrito fica ainda mais reduzido com a inclusão de lâminas entre a tábua e o tronco, lembrando o funcionamento de um trenó.

Sulcos criados pelo peso ajudam a moldar o modelo futuro de rodas e eixo (Fonte da imagem: NPR)

Passo 4: por causa do peso carregado, as lâminas criam sulcos no tronco, dando mais estabilidade ao sistema;

Aperfeiçoamento manual do sistema de eixo e rodas (Fonte da imagem: NPR)

Passo 5: os sulcos causados pelo peso e atrito entre os componentes acabam sendo manualmente aperfeiçoados, permitindo que lâminas mais grossas coubessem. Sem querer, isso dá origem ao primeiro sistema de eixo e rodas.

As travas próximas ao eixo tornaram a tarefa menos cansativa (Fonte da imagem: NPR)

Passo 6: mais tarde, travas foram adicionadas às lâminas, o que evitava o trabalho extra de ter que recolher o “carrinho” e reposicioná-lo a cada utilização.

Resistência aumentada com a passagem do eixo pelas lâminas (Fonte da imagem: NPR)

Passo 7: para tornar o sistema todo mais forte, as lâminas foram perfuradas e transpassadas pelo eixo.

Depois de todas essas etapas, a invenção está mais próxima da nossa realidade (Fonte da imagem: NPR)

Passo 8: o carro das cavernas está finalmente pronto!

Para nós, parece até intuitivo pensar no uso da roda como ferramenta. Mas como observado no exercício de construção acima, nossos ancestrais suaram muito até alcançarem o modelo final.

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