(Fonte da imagem: Reprodução/Wikipedia)

Na onda da sustentabilidade e dos biocombustíveis, eis que surge uma nova opção: transformar algas marinhas em etanol.

Pesquisadores do Laboratório de Bioarquitetura e da Universidade de Washington, em um estudo recente, apresentaram uma forma de converter algas marinhas em biocombustível, utilizando para isso um micróbio modificado a partir de uma bactéria muito comum no estômago.

Baseado na Escherichia coli, o mutante consegue digerir a alga e transformar os açúcares complexos, existentes em sua estrutura, em etanol. E tudo isso a apenas 25 °C, o que significa que o sistema não necessita de muita energia para funcionar.

Além disso, essas plantinhas têm muito a seu favor: crescem embaixo d’água e de forma abundante, o que significa que não interferem no espaço dedicado a outros tipos de cultivo, como ocorre com a cana ou o milho; não requerem a utilização de fertilizantes ou irrigação, já que se encontram submersas e retiram todos os seus nutrientes da própria água do mar, sem contar a sua estrutura orgânica, que é muito mais fácil de ser processada.

Com respeito à produção, o estudo sugere que os Estados Unidos poderiam produzir 1% do combustível que usam atualmente plantando algas em menos de 1% de seu território marítimo. Pode ser que não abasteça o país totalmente, mas certamente é uma opção que deve ser levada em consideração, lembrando que dois terços do planeta estão cobertos de água.

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