(Fonte da imagem: National Reconnaissance Office/Wikimedia Commons)

Conforme publicado pelo site Boing Boing, após cerca de 40 anos de segredos, os responsáveis pelo projeto de satélites espiões KH-9 Hexagon puderam compartilham um pouco do que passaram para construir a tecnologia que monitorou os inimigos das Forças Armadas dos EUA durante a Guerra Fria.

O projeto, apelidado de “Big Bird”, foi descontinuado em setembro deste ano, mas passou décadas fotografando e monitorando imagens panorâmicas de territórios “hostis”, que somadas resultaram em 60 quilômetros de filme fotográfico.

Como era de se imaginar, desenvolver esse tipo de equipamento exigiu muito esforço e dedicação dos cientistas e engenheiros. "Meu nome é Al Gayhart e eu construí satélites espiões para viver", revelou o engenheiro de 64 anos que agora passa as tardes nos bares de sua cidade.

(Fonte da imagem: National Reconnaissance Office/Wikimedia Commons)

Ao se candidatarem para participar do projeto, os pesquisadores tiveram sua vida investigada pelo FBI, incluindo interrogatórios com parentes, amigos, vizinhos e ex-patrões – tudo para identificar o caráter e a índole dos participantes. "Eles queriam ter certeza de que não seríamos subornados", comentou Marra ao site. Esse processo poderia durar até um ano. Enquanto ocorriam as investigações, os colaboradores eram designados para tarefas mais simples e que não comprometiam o projeto como um todo.

Joseph Prusak, de 76 anos, se espantou ao ser apresentado ao KH-9 Hexagon. "Eu pensei que eles eram loucos. Eles queriam um satélite que tivesse 18 metros de comprimento e 13.600 quilogramas e que ainda fornecesse filmes a uma velocidade 500 centímetros por segundo. A precisão e complexidade fundiu minha mente", relata o engenheiro espacial.

Prusak ainda explicou que durante os testes com o satélite ele conseguiu visualizar a sua própria casa.  "Isso foi anos-luz antes do Google Earth e eu podia ver claramente a piscina no meu quintal", complemento o experiente colaborador do projeto.