Cientistas do Laboratory of Integrative Neuroimaging Technology, da University of California, nos EUA, apresentaram durante um workshop realizado neste mês na Espanha uma pesquisa na qual os pesquisadores puderam prever o que as pessoas analisadas estavam pensando.

O estudo liderado por Ariana Anderson consistiu na análise do comportamento das ondas cerebrais de fumantes após terem assistido a vídeos que induziam ou apresentavam um estado neutro em relação ao uso de cigarros.

“Os algoritmos de aprendizado foram capazes de antecipar as mudanças na estrutura neurocognitiva dos indivíduos, prevendo com um alto grau de precisão (90 por cento para alguns dos modelos testados) o que eles estavam assistindo e como eles estavam reagindo ao que viram”, explicitou a UCLA Newsroom.

O processo foi comparado à capacidade de “predição” do Google, quando o serviço oferece uma sugestão de termo de pesquisa antes mesmo que você termine de digitar a palavra desejada.

“Em essência, o algoritmo foi capaz de completar ou ‘prever’ a situação mental dos sujeitos e esses processos de pensamento são muito parecidos com os usados em motores de busca na internet ou programas de mensagens de texto em telefones celulares, os quais podem antecipar e completar uma frase ou pedido antes que o usuário termine de digitar”, informou a publicação.

Basicamente, os cientistas foram capazes de “prever e detectar que tipo de vídeos as pessoas estavam assistindo e se elas estavam resistindo a seus desejos”, comentou Anderson.

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