Imagem retirada do mandado de busca mostra a pedra lunar. (Fonte da imagem: AP Photo)

Uma missão da NASA com o objetivo de recuperar uma pedra lunar terminou em um restaurante em Riverside County, nos Estados Unidos, com o interrogatório de uma senhora de 74 anos. Parece a trama de uma comédia moderna, mas não é, e a notícia foi divulgada hoje pela agência Associated Press.

O que acontece é que a vovó Joann Davis entrou em contato com um prestador de serviços para a NASA por email em busca de um comprador para a pedra em questão, menor que um grão de arroz, e para um pedaço da proteção contra o calor da cápsula da Apollo 11.

Ela alega que esses são itens que o seu ex-marido, falecido em 1986, teria ganho das mãos de ninguém menos que Neil Armstrong, primeiro homem a pisar na Lua. De acordo com Davis, o marido trabalhou como engenheiro espacial durante a era Apollo. No entanto, Armstrong afirmou aos investigadores que ele nunca deu ou vendeu material lunar para ninguém.

O problema, para a senhora, é que a NASA considera materiais lunares coletados pela missão Apollo uma propriedade do governo americano, portanto, não podem ser comercializados. Então, os investigadores levaram uma falsa negociação adiante, e Davis concordou em vender os itens por US$ 1,7 milhões.

Davis conta que, logo após mostrar a pedra, policiais e investigadores correram para o restaurante do qual ela é dona. Apesar do enorme susto, ela não foi levada a uma delegacia, mas não pôde continuar com a pedra. O advogado de defesa afirma que o comportamento do Governo Federal é “repugnante”, que eles roubaram algo dado como presente e que ele pretende mover uma ação legal.

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