Parece um roteiro para a nova temporada de Prison Break ou de outra cena de escapada de Guardiões da Galáxia, mas aconteceu no mundo real: detentos de uma prisão no estado norte-americano de Ohio usaram peças removidas de máquinas velhas para montar um computador funcional oculto no teto de um closet. No processo, eles conseguiram passar os componentes e cabeamento por mais de 330 metros de corredores com pontos de checagem e obtiveram credenciais de acesso de rede usadas por funcionários.

Os presidiários faziam parte de um programa de descarte de PCs, no qual deveriam desmontar máquinas antigas para que algumas peças pudessem ser recicladas. Notando que não eram devidamente monitorados, não demorou até que decidissem reaproveitar as partes de outra forma. Eles estão pegaram dois computadores que deveriam descartar, instalaram discos rígidos e placas de rede e os transportaram passando por barreiras de segurança e um elevador.

Abusando da sorte

Os PCs foram instalados no teto de um closet em uma sala de treinamento, de onde os detentos conseguiram passar cabos de energia e internet para que se conectassem à rede da instituição. A tramoia começou a ser descoberta meses depois, quando o time de suporte da penitenciária notou que uma máquina estava consumindo bem mais internet do que o limite diário.

A máquina estava escondida no teto de um closet

Checando os registros, viram que as credenciais de um funcionário estavam sendo utilizadas mesmo nos dias em que ele estava de folga. Rastreando o posicionamento da conexão, os especialistas encontraram as máquinas escondidas no teto. “Fiquei surpreso que eles não somente tenham conseguido conectar os PCs à rede do Estado, mas tiveram a habilidade de montar esses aparelhos".

Os investigadores conseguiram identificar cinco detentos que estavam envolvidos com o plano, um dos quais chegou a utilizar o computador clandestino para roubar informações pessoais de outro prisioneiro para cometer crimes de roubo de identidade e fraude fiscal. Os outros usavam o PC tanto para assistir pornografia quanto para criar cartões de acesso que permitiam que entrassem em áreas restritas da instituição.

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