Alerta Vermelho: filme da Netflix empolga com cenas de ação (crítica)

2 min de leitura
Imagem de: Alerta Vermelho: filme da Netflix empolga com cenas de ação (crítica)
Imagem: Netflix
Avatar do autor

Muitos assinantes da Netflix aguardaram ansiosamente pela estreia de Alerta Vermelho (Red Notice, no original). A expectativa se deu por conta de diversas especulações sobre a produção ser a mais cara da história da plataforma de streaming, algo confirmado posteriormente por alguns membros do elenco.

Dirigido por Rawson Marshall Thurber, o filme é composto basicamente de um trio de protagonistas (Gal Gadot, Dwayne Johnson e Ryan Reynolds) que desenvolvem a narrativa de um jeito divertido, apesar de existirem algumas questões para serem consideradas.

Portanto, saiba mais sobre o longa-metragem lendo nossa crítica completa!

Alerta Vermelho: o que esperar do novo filme da Netflix?

Sequências de ação não são fáceis de serem filmadas. Talvez esse seja o grande mérito de Rawson Marshall Thurber, que consegue entregar diversas sequências com muita emoção ao público. Logo no início, os espectadores são apresentados ao agente John Hartley (Johnson), que está em Roma, na Itália, acompanhado da inspetora Das (Ritu Arya), uma oficial da Interpol.

(Netflix/Reprodução)(Fonte: Netflix/Reprodução)Fonte:  Netflix 

Os dois são apresentados a um dos três ovos de Cleópatra, um artefato bastante cobiçado por pessoas no mundo todo. É nesse instante que eles percebem que o item já foi roubado e substituído por uma réplica facilmente destruída por qualquer refrigerante. Nesse contexto, Nolan Booth (Ryan Reynolds), um dos maiores ladrões de arte do mundo, é perseguido por Hartley, mas consegue fugir.

No entanto, apesar de seu roubo mais recente, talvez ele não seja tão perigoso quanto todos imaginavam. Quando Hartley é injustamente levado a uma prisão russa ao lado de Booth, os dois descobrem que o Bispo (Gal Gadot) está em busca dos três ovos de Cleópatra para trocá-los por dinheiro no casamento de um magnata egípcio. Contudo, ela precisa das informações valiosas que Booth tem para chegar até o final de sua missão.

A partir desse ponto, ambos percebem que precisam se unir para fugir da prisão, provar a inocência de Hartley e destruir as esperanças do Bispo para conseguir concretizar seu plano. Obviamente, eles são indestrutíveis. Desde a fuga na prisão até ao plano arquitetado por Booth para pegar o segundo ovo — pertencente a um milionário italiano —, os dois conseguem se livrar de todos aqueles que tentam impedi-los com certa facilidade.

Dessa forma, os espectadores mais exigentes poderão sofrer com os inúmeros episódios de inverossimilhança. Porém, tudo isso contribui para que os personagens finalmente consigam escapar e levar o restante da história até o final. Na realidade, eles não durariam um minuto. Além disso, toda a força que eles têm em combate corpo a corpo também é impressionante, algo que já se tornou um verdadeiro clichê em filmes de espionagem e ação do tipo.

Os altos investimentos da Netflix também podem ser vistos, para além do elenco principal, que divide o protagonismo com certa elegância e bom tempo de tela, em todas as locações e utilitários de cena. São diversos países, aspectos culturais, objetos artísticos e até mesmo bunkers nazistas. Os efeitos visuais parecem ter tido tempo suficiente para que fossem trabalhados com certa transparência, afinal, há um touro furioso em uma das cenas que pode impressionar.

(Netflix/Reprodução)(Fonte: Netflix/Reprodução)Fonte:  Netflix 

O roteiro também é cheio de pequenas piadas e boas sacadas, que incluem questões que o próprio público poderia pensar em alguns momentos. O final caminha para um plot twist que pode ser bastante surpreendente para algumas pessoas e previsível para outras.

Nesse sentido, Rawson Marshall Thurber é astuto em saber dosar algumas expectativas, desconstruir personagens e criar curiosidade com tudo aquilo que tem nas mãos. Durante seus 110 minutos de projeção, Alerta Vermelho, certamente, vai divertir e envolver todos aqueles que comprarem a narrativa.

Fontes