Frozen ajuda a resolver um mistério de 62 anos

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Imagem: Dyatlov Memorial Foundation/Divulgação
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Há 62 anos, nascia um mistério que ficou conhecido como O incidente do Passo Dyatlov: uma expedição composta por nove alpinistas e esquiadores experientes foi encontrada morta, e seus corpos, espalhados nas imediações de uma passagem nos Montes Urais, na Sibéria. Agora, graças ao desenho animado Frozen, o enigma finalmente foi resolvido – e não, não foi um ataque do pé-grande.

O mistério sobre o que matou os nove estudantes parece ter chegado ao fim.O mistério sobre o que matou os nove estudantes parece ter chegado ao fim.Fonte:  Dmitry Nikishin/Reprodução 

A tragédia intrigou polícia, especialistas e, por fim, caçadores de mistérios: as evidências mostravam que os montanhistas haviam fugido no meio da noite rasgando a barraca. Alguns corpos tinham fraturas causadas por força extrema (veja aqui a história completa). A causa para as mortes ficou sem uma solução por anos, mesmo que “avalanche” fosse a explicação mais lembrada. Não havia, porém, nada que corroborasse essa hipótese – até agora.

Ninguém conseguia explicar por que, quando o grupo fez uma cova numa encosta onde a neve se depositava de maneira instável, a avalanche não aconteceu. Porém, um artigo do engenheiro geotécnico Alexander Puzrin, da ETH Zürich, mostrou que era possível ela ter ocorrido nove horas depois que as pás dos alpinistas bateram no banco de neve.

Acurácia

O trabalho chamou a atenção do chefe do Laboratório de Simulação de Avalanches de Neve na EPFL, o cientista em mecânica de solos Johan Gaume. Os dois pesquisadores então criaram simulações de computador para reproduzir o que ocorrera na fatídica noite. Foi quando Frozen ganhou os cinemas, e Gaume se surpreendeu com a acurácia do movimento da neve no desenho.

A equipe da Disney cedeu o código usado na animação; ele foi então modificado e aplicado nas simulação de avalanche para que seus efeitos sobre o corpo humano fossem aferidos.

O resultado mostrou que uma avalanche pequena, de um único bloco de neve, teria força suficiente para fazer os estudantes abandonarem a barraca no meio da noite, quebrando crânios e costelas de quem não tivesse conseguido fugir.


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