Vexame: 10 fracassos da indústria dos games na última década

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A indústria dos games é, atualmente, a mais rentável do mundo do entretenimento. Apenas em 2019, ela movimentou mais de US$ 120 bilhões, um crescimento de 4% em relação ao ano anterior (apenas como comparação, o cinema faturou cerca de US$ 40 bilhões em 2019), apesar de uma queda na arrecadação de jogos AAA.

Mas mesmo com todo esse sucesso, nem sempre a indústria dos games acerta. Na verdade, a lista de consoles e jogos que se tornaram verdadeiros fracassos não é muito curta. Da terrível versão de E.T.: O Extraterrestre, para o Atari, até o famigerado Virtual Boy, lançado pela Nintendo em 1995, o que não faltam são exemplos de ideias que não deram certo.

E para mostrar como a indústria continua errando até os dias de hoje, listamos abaixo, os principais fracassos da última década.

Jogos em realidade virtual

(Fonte: Pixabay)

O que nasceu como uma grande promessa para deixar os jogos mais imersivos, acabou se tornando uma enorme dor de cabeça. Limitados pela tecnologia e pelos alto preços, os óculos de realidade virtual se mostraram eficazes para poucos jogos, e precisam de mais alguns anos de desenvolvimento.

PlayStation Vita

(Fonte: Sony/Divulgação)

Há anos a Nintendo vem demonstrando que portáteis podem representar o futuro dos games. Mas para que isso aconteça, é importante que eles não sejam ignorados com a Sony fez com o PlayStation Vita. Mesmo tendo surgido como um console a frente do seu tempo, a falta de investimento fez com que ele morresse aos poucos, até que a Sony o abandonou completamente em 2019.

Jogos de RPG online que tentaram substituir World of Warcraft

(Fonte: IMDb/Reprodução)

Talvez nem a Blizzard esperasse que World of Warcraft alcançasse o sucesso que teve. O jogo conseguiu atingir um patamar tão alto, que não permitiu que um substituto (ou concorrente a altura) surgisse. E, mesmo com alguns bons exemplos como The Elder Scrolls: Online e Star Wars: The Old Republic, nenhum conseguiu chegar perto do sucesso de WoW.

Jogos em 3D

(Fonte: Sony/Divulgação)

Quando a indústria dos games decidiu investir em recurso 3D para criar jogos mais imersivos, a ideia parecia promissora. Porém, o tempo mostrou que, além de encarecer os jogos, ela exigia um desempenho altíssimo para rodá-los. A ideia foi deixada de lado, quando as desenvolvedores perceberam que seria mais inteligente focar no 4K.

Kinect

(Fonte: Microsoft/Divulgação)

Quando foi lançado, o Kinect prometia ser um assistente pessoal para os donos do Xbox, além de oferecer uma interatividade maior durante alguns jogos. Com o tempo, os usuários foram deixando o acessório de lado, até que a própria Microsoft passou a usá-lo como uma ferramenta para desenvolver inteligência artificial, e não como um dispositivo de jogo.

Steam Machine

(Fonte: Valve/Divulgação)

Criadas como uma alternativa aos PCs gamers, as Steam Machines foram lançadas em 2015 e deveriam oferecer um alto desempenho para jogos, a um custo semelhante de um PS4 ou Xbox One. Porém, a opção da Valve em criar um PC com um sistema operacional próprio fez com que as Steam Machines fossem consoles para jogos de computador.

Nintendo Wii U

(Fonte: Nintendo/Divulgação)

Com a difícil tarefa de substituir o popular Nintendo Wii, o Wii U contava com a novidade de possuir um tablet touchscreen, que não dependia de uma TV para funcionar. Mas ele ainda precisava estar perto do console, o que fazia dele uma opção não muito interessante (principalmente quando comparado ao PS4 e ao Xbox One). No final, o Nintendo Wii U vendeu apenas 13 milhões de unidades, e se tornou um dos grandes fracassos da Nintendo.

Ouya

(Fonte: Pixabay)

O Ouya nasceu em 2013 como um projeto de um videogame barato, baseado no Android e com uma enorme biblioteca de jogos. E ele realmente entregou tudo isso. O problema é que faltava inovação, e sem poder para rodar jogos um pouco mais exigentes, o console foi descontinuado em 2015.

OnLive

(Fonte: OnLive/Divulgação)

Cerca de oito anos antes do Google Stadia tentar se colocar como o futuro dos games, o OnLive surgiu com a mesma proposta: oferecer um streaming de jogos que iria eliminar a necessidade de hardwares potentes para que as pessoas pudessem jogar. Naturalmente a ideia foi colocada em prática muito antes de ser possível, e o OnLive foi comprado pela Sony e se tornou o PlayStation Now.

Telltale Games

(Fonte: IMDb/Reprodução)

A história da Telltale Games se tornou um exemplo a não ser seguido pela indústria. Depois do sucesso com um jogo episódio de The Walking Dead, a empresa se comprometeu a lançar vários jogos no mesmo formato, de franquias como Game of Thrones, Batman e Guardiões da Galáxia. Além de colocar os funcionários em jornadas excessivas de trabalho, os novos jogos não obtiveram o mesmo sucesso, levando a empresa a falência em 2018.

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