Nos últimos tempos, a Tencent, uma das gigantes das telecomunicações na China, parece muito disposta a levar sua influência para muito além da sua terra de origem, A arma escolhida pela companhia para conquistar o Ocidente? Os games, claro! O mais interessante é que a próxima empreitada deles nesse sentido pode trazer para esse lado do globo Honor of Kings, um jogo que anda levantando polêmica até em terras chinesas – basicamente por ser viciante demais.

Segundo fontes da Bloomberg, a ideia é que a empresa leve o game mobile para mercados como Estados Unidos, França, Itália, Espanha e Alemanha, marcando uma segunda fase do plano de expansão do título – que já figura nas lojas online da Turquia e Tailândia como Strike of Kings. Como esses avanços é bem possível que o app atinja um novo nível de popularidade, fazendo com que a base de usuários do MOBA de bolso cresça para além dos mais de 200 milhões de jogadores únicos na China.

Visual do MOBA é bem familiar, não é?

A Tencent não é uma iniciante nessa Jornada ao Oeste moderna

Também não é como se a Tencent fosse uma iniciante nesse tipo de “Jornada ao Oeste” moderna, uma vez que a marca tem seu nome atrelado a uma série de publishers e desenvolvedora de jogos de peso no Ocidente. O fato mais conhecido nesse sentido é a posição majoritária que a companhia tem no comando da Riot Games, criadora de League of Legends. Além disso, eles também têm participação na Activision – e por consequência na King, de Candy Crush Saga – e compraram recentemente a Supercell, estúdio por trás de Clash of Clans, Hay Day e Clash Royale. Nada mal, hein?

Em relação ao desempenho da própria cria da marca, Honor of Kings, o sucesso anda tão grande em território chinês que a Tencent teve que impor limites à jogatina do MOBA. Isso porque os pais de crianças e jovens em todo o país andavam preocupados com o tempo que seus filhos dedicavam à competição multiplayer no celular e a imprensa local começou a chamar o jogo de “venenoso” para a sociedade. Nada disso, no entanto, impediu que o aplicativo arrebatasse o público chinês desde que foi lançado, em 2015, e leve US$ 435 milhões (R$ 1,4 bilhão) aos cofres da empresa todos os meses.

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