Talvez uma descrição rápida faça o curioso Fizzics soar como um aqueles aparelhos de desempenho duvidoso adquiridos em catálogos de revistas. Entretanto, o projeto da ... é bem menos humilde do que um acessório para descascar batatas ou uma saboneteira em forma de pé descalço. De fato, essa curiosa geringonça promete transformar mesmo a mais aguada das cervejas baratas em algo próximo de um exemplar ‘gourmet’.

Eis a promessa: utilizando frequências de ultrassom — as mesmas encontradas em aparelho de medicina diagnóstica —, o Fizzics consegue criar o ‘colarinho’ perfeito e, de quebra, melhorar consideravelmente o sabor da bebida. “Quando está servindo, você normalmente despeja diretamente sobre o fundo do copo”, lembrou o CEO da empresa homônima, Philip Petracca, em entrevista ao site The Verge.

“Isso produz bolhas de tamanho razoavelmente grande, mas acaba utilizando grande parte da carbonação do líquido, (...) sem contar que as bolhas normalmente se dissipam rapidamente.” Em outras palavras, o surgimento do colarinho faz com que grande parte do dióxido de carbono contido na cerveja seja dissolvido na água de uma vez — o que tem um efeito direto sobre o sabor da bebida.

Bolhas menores e mais sabor

Já o Fizzics, por outro lado, lança mão do ultrassom para produzir bolhas consideravelmente menores — e sem a necessidade da “fricção” na hora de servir, de forma que as moléculas de CO2 não se dissolvem de uma vez. Além disso, por lançar mão de ondas sonoras em vez de nitrogênio ou algo do gênero, também não há alterações do sabor original da cerveja.

De acordo com o pessoal da The Verge, isso equivale à possibilidade de conferir a uma cerveja relativamente “comum” a textura e a consistência (a tal “cremosidade”) prontamente associadas à célebre Guinness. De acordo com o feliz testador da experiência, o redator Ben Popper, a máquina ainda potencializou consideravelmente o aroma da bebida.

Comparação entre as bolhas normais do "colarinho" e as produzidas pelo ultrassom do Fizzics.

“A maior parte das pessoas não se dá conta, mas muito da degustação da cerveja ocorre no nariz”, conforme reforçou Petracca, de forma bastante oportuna, ao referido veículo. “Nós descobrimos que reduzir o tamanho das bolhas abaixo dos 30 microns produz o melhor sabor, (...) por conta de uma parte do seu corpo que é chamada de ‘nervo trigêmeo’”.

119 dólares e quatro pilhas AA

O projeto do Fizzics encontra-se atualmente em uma campanha de financiamento coletivo no site Indiegogo — embora já tenha passado confortavelmente dos US$ 50 mil originalmente requisitados para o desenvolvimento e a comercialização do aparelho. A curiosa geringonça pesa algo em torno de 1 quilograma e necessita apenas de quatro pilhas AA para executar a sua “mágica”.

Ademais, de acordo com o redator da Verge, o recipiente se adéqua facilmente a diversos tamanhos de garrafas e latas — bastando colocar a embalagem no compartimento e introduzir a mangueira na abertura/gargalo.

Interessado em melhorar a qualidade daquela sua cerveja de fim de semana? Bem, o Fizzics já pode ser adquirido por pré-compra ao valor de US$ 119 — valor que deve chegar aos US$ 199 após o lançamento, conforme previsão do fabricante. Para mais detalhes, confira a página oficial do Fizzics no serviço de financiamento coletivo Indiegogo.

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